Instituto Lula

Menu

Agricultores do Maranhão temem fim de políticas

06/09/2017 07:57

A agricultora Ana Lúcia. Foto: Kamilla Ferreira/Agência PT

Os programas criados ou fortalecidos no governo de Lula e Dilma são lembrados e elogiados em todos os rincões do nordeste. Alguns exemplos são o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Bolsa Família, as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento daAgricultura Familiar (Pronaf), o Minha Casa Minha Vida rural e o Luz Para Todos.

Com a Lei nº 11.947 de 2009, 30% do valor repassado pelo PNAE às prefeituras passou a ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar, fortalecendo as economias locais. Já o Bolsa Família garantiu a renda de milhares de lares mesmo em períodos de seca.

Com o Pronaf, pequenos agricultores puderam melhorar suas propriedades e comprar equipamentos. O Luz Para Todos levou eletricidade para casas que ainda utilizavam lampião em pleno século 21 e o Minha Casa Minha Vida possibilitou que famílias trocasses casebres de taipa por moradias de alvenaria.

Todos esses programas até hoje causam impactos positivos no campo, mas estão gravemente ameaçados pelogoverno golpista de Michel Temer.

“As conquistas que tivemos nos 13 anos do governo do PT, com um ano do governo golpista a gente perdeu quase sessenta por cento” afirma o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores do Estado do Maranhão (Fetaema), Francisco de Jesus Silva. “O que não perdeu eles diminuíram”, acrescenta.

“Hoje o capital, que é representado pelo Michel Temer, oprime a gente que vive na agricultura familiar, a gente diminuiu os investimentos, os programas, as políticas públicas. Hoje a vida dos agricultores familiares no Maranhão não pode contar com as políticas públicas do governo federal. O estado perdeu o Pronatec, teve corte no PAA (Programa de Aquisição de limentos), no PNAE, no crédito fundiário”.

“A gente vivenciou o desenvolvimento no campo após Lula e Dilma”, afirma a secretária de finanças e administração da Fetaema, Ângela Maria de Souza Silva. “Até então, nós não tínhamos luz, era na lamparina, lampião, e após o Lula a gente teve o Luz Para Todos. Foi mostrando o olhar para o campo, o zelo pelas pessoas do campo, e isso fez diferença nos governos do PT”.

Ela enumera vários programas que fizeram a diferença para a população do Maranhão. “Os programas de políticas públicas que o governo traçou deram uma cara nova para as pessoas do campo, a exemplo do Fome Zero, do Luz Para Todos, do Bolsa Família, da educação”.

“Hoje vários filhos de agricultores têm ensino médio e fazem na própria comunidade, além disso através do Enem e do Prouni, abriram as portas para que os jovens que fossem oriundos da agricultura familiar, das comunidades rurais, também fizessem a faculdade”, relata Ângela.

“Se for enumerar o desenvolvimento que o governo do PT conseguiu fazer, que o campo fosse visto, melhorar suas condições de vida, são inúmeros. Sem perder de vista a habitação rural, que partiu ali da casa de palha e hoje já tem casas de tijolo e telhas, então há qualidade de vida melhor para o campo”.

“Com a saída da presidenta Dilma, muitas coisas já retroagiram, estamos perdendo muitos desses direitos que a gente conquistou. Muitos direitos estão escorregando pelas nossas mãos em pouco mais de um ano”, conclui Ângela.

“A gente vivenciou o desenvolvimento no campo após Lula e Dilma”, diz Ângela Maria. Foto: Kamilla Ferreira/Agência PT

A agricultora Ana Lúcia Furtado da Silva, moradora de Paço do Lumiar, na Ilha de São Luís, conta que nos governos do PT acessou o crédito via Pronaf e vendia boa parte de sua produção pelo PAA, mas hoje já não conta com esses programas.

“O período do presidente Lula foi muito bom para nós, para todo o povo maranhense, principalmente da zona rural. Nós da zona rural tivemos acesso a crédito, o agricultor pode comprar um carro, pode comprar uma casa”, diz Ana Lúcia. “Nesse programa de Lula, quando ele entrou foi um avanço muito grande para nós que somos agricultores”.

Agora ela lamenta o desmonte desse legado. “Você vê aí que já acabou a farmácia popular, acabaram vários programas que o presidente Lula deixou para nós. Esse governo que temos aí, esse governo ilegítimo, acabou com todos os benefícios dos pobres. Ele só quer beneficiar os ricos, para os pobres acabou tudo”.

A agricultora Joelene Souza de Santos é outra que elogia os programas de Lula e hoje teme pelos cortes. “Na época de Lula sempre teve muita facilidade, quem tinha acesso a crédito podia investir na sua horta, na criação de aves, muita gente pode aumentar a sua renda, pelas leis da época de Lula, porque hoje em dia ninguém tem acesso a nada”.

“Hoje o bolsa família, se cortar é o fim do mundo, fica bem mais difícil, a carência do povo está cada vez pior. Faz diferença totalmente. A situação só tende a piora com esse novo governo. Na época de Lula sempre tinha uma facilidade, de créditos, dos benefícios, que agora estão só diminuindo, sempre com alguma desculpa”.

Lula pelo Brasil

A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Nordeste, entre agosto e setembro, é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.

Por Pedro Sibahi, enviado especial ao Nordeste com a caravana Lula pelo Brasil, para a Agência PT de Notícias