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América Latina é palco de protestos por direitos no 1º de maio

03/05/2018 09:00

Milhares tomam a praça central da capital mexicana para pedir melhores salários e condições de aposentadoria / Reprodução

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Por Jaqueline Deister
Para o Brasil de Fato 

Em Cuba, costuma-se dizer que no primeiro de maio, o povo não vai à praia - e sim à praça. A data, na qual se celebra internacionalmente o dia do trabalho, é um momento de parar, reivindicar, se reunir e celebrar as lutas e conquistas da classe trabalhadora. É um dia de festividades, mas acima de tudo, de protestos.

O Brasil de Fato traz aqui um breve panorama de como foi o 1º de Maio na América Latina, onde não faltaram protestos por igualdade salarial entre homens e mulheres, lutas contra reformas da previdência, reivindicações por melhores condições aposentadoria, liberdade para Lula e muito mais. Confira:

Argentina

Os trabalhadores e as trabalhadoras da Economia Popular da Argentina realizaram uma série de atividades neste na capital do país, Buenos Aires. O dia começou com uma marcha no centro da capital, seguido por um ato público e espaços de diálogo sobre o mundo sindical. Por fim, às 18h local, os movimentos populares participam do lançamento de um livro sobre Lula na Feira do Livro de Buenos Aires,com a presença da ex-presidenta Dilma Rousseff.

A ex-presidenta brasileira também participou de um ato da CGT, a Confederação Geral dos Trabalhadores, da Argentina. No auditório da Biblioteca Nacional onde acontece a feira do livro, foi instalado um outdoor de apoio a Lula com os dizeres Lula Livre Argentina com Lula.

Cuba

Os atos do 1o de Maio em Cuba são convocados pela Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) e pelo Estado cubano. Participaram da manifestação pública o presidente recém-eleito do país, Miguel Díaz-Canel, e o secretário-geral do Partido Comunista Cubano e ex-presidente, Raúl Castro.

Além disso, cerca de 1 mil representantes de organizações internacionais de 33 países estiveram em Havana para o grande ato do 1o de Maio, na Praça da Revolução.

Colômbia

Em Bogotá, a capital colombiana, aconteceu um protesto convocado pela Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc) na manhã desta terça-feira. Os manifestantes relembraram que os direitos trabalhistas foram conquistados através de muita luta pelos trabalhadores. A senadora da Farc, Sandra Ramírez também reforçou que a luta da classe trabalhadora é também a luta pela igualdade de raça e de gênero.

Os presentes denunciaram também o assassinato de líderes políticos no nosso continente.

Panamá

Na capital do país, a Cidade do Panamá, a Frente Nacional pela Defesa dos Direitos Econômicos e Sociais do Panamá (Frenadeso), realizou um ato em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Civil e Similares. Este sindicato, chamado de Suntracs, organiza uma greve no país que paralisa 95% do setor por salários mais justos.

México

Na Cidade do México, capital do país, os trabalhadores marcharam na principal praça da cidade, conhecida como El Zócalo, e exigiram melhores salários e proteção à aposentadoria.

Os trabalhadores ferroviários e outras categorias estiveram presentes com suas bandeiras e gritos de ordem. A manifestação foi  marcada por um tom festivo, com muita música e reivindicação.

Costa Rica

Na capital da Costa Rica, San José, os manifestantes realizaram uma marcha até a Assembleia Legislativa do país. Durante o ato, manifestantes do país da América Central carregaram cartazes de solidariedade a Lula.

Equador

Em Quito, capital do Equador, os trabalhadores e trabalhadoras também realizaram uma manifestação nesta terça-feira para exigir o fim da flexibilização trabalhista e denunciar o alinhamento da política externa do país com os Estados Unidos. Os manifestantes carregaram um boneco representando o presidente estadounidense Donald Trump para denunciar a política militarista do país, e seus interesses nos recursos naturais nos territórios da América Latina.

Venezuela

Na Venezuela, os trabalhadores saíram às ruas para defender a Revolução Bolivariana. O ato contou com a presença do presidente do país, Nicolás Maduro, que fez um discurso contra atual onda violência no país. Maduro, que também é candidato à reeleição, demonstrou sua solidariedade à luta dos trabalhadores em outros países da América Latina, como Cuba, Nicarágua e Bolívia.

O presidente venezuelano também mandou um abraço fraterno para Lula e para todos os trabalhadores brasileiros e argentinos que estão lutando contra as políticas neoliberais dos governos de Temer e Macri.

A Venezuela está há 20 dias das eleições presidenciais no país.

Bolívia

Na Bolívia, uma marcha foi convocada pela Central Trabalhadora Boliviana (COB). O presidente Evo Morales esteve presente na manifestação, anunciou um aumento no salário mínimo nacional e defendeu a importância dos trabalhadores e dos sindicatos para o crescimento do país.

Durante o discurso, o presidente também se solidarizou com o ex-presidente Lula, apoiando a iniciativa do acampamento Lula Livre.

Chile

No Chile, a Central Unitária dos Trabalhadores convocou uma grande marcha em defesa de direitos trabalhistas, previdenciários e em apoio a Lula.

Paraguai

Já os nossos vizinhos do Paraguai organizaram uma manifestação em frente ao Ministério do Trabalho, na capital do país, Assunção, para defender o direito à terra, ao trabalho e dignidade.