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Cisternas: Segurança para agricultura familiar em AL

23/08/2017 09:23

O agricultor Valdir e a cisterna em sua casa. Pedro Sibahi/Agência PT

Os resultados do premiado Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais, criado pelo PT, são fáceis de serem encontrados no interior do Brasil. No povoado de Lagoa D’Água, em Arapiraca, estado de Alagoas, Lenildo Cavalcante dos Santos conta que a chegada das cisternas foi uma grande vitória para o pequeno agricultor.

“A gente aqui no agreste infelizmente tem sofrido bastante com a seca, e com a chegada dessa cisterna aí foi tudo para o pequeno agricultor da zona rural”. Ele usa a água tanto para consumo quanto para limpeza.

O ex-presidente estará na cidade, nesta terça-feira (22). Antes,  Lula atravessa, às 16h, o Rio São Francisco e chega de barco no Porto de Penedo onde será recebido pela população e por autoridades. Depois, ex-presidente receberá o título doutor honoris causa na Universidade Estadual de Alagoas no campus de Arapiraca, às 10h. No mesmo dia, ele segue para um ato marcado para as 18h, em Maceió, quando finaliza sua passagem pelo estado.

O Programa Cisternas foi financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social desde 2003 e instituído como política pública pela Lei Nº 12.873 em 2013. O público do programa são famílias rurais de baixa renda atingidas pela seca ou falta regular de água, com prioridade para povos e comunidades tradicionais.

Entre 2013 e 2016, o número de cisternas entregues pelo país foi de 1,2 milhão. Apenas em Alagoas, foi gerada capacidade de armazenar aproximadamente 1 milhão de litros d’água. O Estado recordista em atendimento pelo programa foi a Bahia, com capacidade de quase 5,8 milhões de litros de armazenamento criada no período.

Geraldo Vicente dos Santos, outro agricultor da região, conta que “na época que não tinha cisterna aqui era muita dificuldade de chegar água. Tinha tempo que faltava 5, 6, 15 dias, chegava um mês que faltava água”.

“Agora todo mundo tem água a vontade para gastar no consumo da casa, para a roupa, e isso tudo foi através de Lula”, comemora Geraldo.

Jailsa Maria Ferreira, agricultora que trabalha com mandioca, fumo, milho, feijão e batata, além de criar dois filhos, diz que se visse Lula “só ia agradecer por tudo que ele fez”. Ela relata que “tinha muita falta d’água e essa cisterna foi maravilhosa, foi uma benção de Deus. Hoje uso para beber, lavar, tomar banho”.


Agricultora Jailsa Maria. Foto: Pedro Sibahi/Agência PT

Plantando roças de mandioca, batata, fumo, feijão, fava e abóbora, Valdir Pereira da Silva é outro que comemora a chegada do programa. “Para a gente foi uma benção essa cisterna, ainda está sendo, porque teve um período que foi uma seca muita grande que teve aqui, e essa cisterna ajudou demais, veio em boa hora. A gente usa para tudo, para tomar banho, pra beber, lavar”.

“Se eu encontrasse com Lula, ia falar para ele que faça tudo e se candidate de novo porque a gente vai votar nele a toda hora se for preciso. Só foi um presidente que passou e viu o lado dos pobres, da agricultura, foi ele mesmo”.

Além das cisternas, a regia de Arapiraca também foi beneficiada por outros programas, como o Bolsa Família, que ajudou a população em momentos de dificuldade.

Gisleide Moisés Santos diz que sua vida mudou após governo do PT. Foto: Julia Leite/Agência PT

“Passei 13 anos com Bolsa Família, foi uma coisa que me ajudou. Graças a Deus hoje tenho meu trabalho de casa, que é um mercadinho, mas já veio na época do PT. Eu não tinha uma bicicleta, hoje tenho um carro, uma moto, e foi no governo do PT que eu tive oportunidade de crescer”, conta a pequena comerciante Gisleide Moisés Santos.

“Há 28 anos atrás eu morava em uma casa que você tinha que entrar abaixado de tão pequena, e depois que passou o tempo de Dilma e Lula, depois do PT pra cá, a minha vida mudou muito”, relata. “Hoje eu moro em uma mansão, depois do presidente Lula mudou a minha vida”.

Lula pelo Brasil
A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Nordeste, entre agosto e setembro, é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.

Por Pedro Sibahi, enviado especial ao Nordeste com a caravana Lula pelo Brasil, para a Agência PT de Notícias