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Desenvolvimento não pode ocorrer às custas da marginalização dos pobres, diz ONU

28/03/2017 13:38

Mãe e criança sua casa em Soweto, nos arredores de Johannesburgo, África do Sul. Foto: UNICEF/Karin Schermbrucker

Da ONU Brasil 

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, pediu medidas políticas de desenvolvimento mais inclusivas, equitativas e equilibradas, que promovam a sustentabilidade, a erradicação da pobreza, a felicidade e o bem-estar dos povos. O pedido foi feito durante evento para celebrar o Dia Internacional da Felicidade, na segunda-feira (20).

“Muitos países têm empreendido esforços para desenvolver medidas mais amplas de progresso, muitas vezes através de consultas públicas, comissões parlamentares e estratégias para desenvolver novos indicadores e compreensão do bem-estar”, disse Amina. “Mas o desenvolvimento não pode ocorrer à custa do meio ambiente ou da marginalização dos pobres e de outros grupos vulneráveis”, continuou.

Ela observou ainda que o bem-estar não depende exclusivamente da renda, mas também de segurança pessoal e profissional, direito à educação, liberdades fundamentais, ambiente limpo e fortes relações familiares e sociais.

“Essas necessidades humanas podem ser cumpridas em sociedades inclusivas e igualitárias onde as pessoas têm poder para perseguir seus próprios objetivos e assegurar o próprio bem-estar, e onde os direitos humanos são estimados e respeitados”, frisou.

A alta funcionária da ONU lembrou que a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) fornecem uma ótima orientação para construir coletivamente essas sociedades.

Destacando o trabalho da ONU em promover e assegurar o bem-estar e a felicidade de todos os povos, ela pediu aos governos que renovem o compromisso de construir sociedades mais justas e iguais.

O Dia Internacional da Felicidade foi criado em julho de 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e as celebrações ocorrem desde 2013. A data é promovida também por um dos países-membros da organização, o Butão, conhecido por criar o chamado PIB da felicidade (GNH, na sigla em inglês).