Faça parte. Contribua

Vamos juntos manter o Instituto Lula em atividade neste primeiro semestre de 2018

Participe

Instituto Lula

Menu

Entenda por que Lula foi absolvido na Justiça

13/07/2018 13:03

Advogado Cristiano Zanin explica decisão que absolveu Lula da acusação em Brasília e por que deveria ser absolvido por Moro

O juiz Ricardo Leite, juiz da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, absolveu Lula nesta quinta-feira (12) no processo em que o ex-presidente era acusado do crime de obstrução de Justiça. O juiz, que é o mesmo que ordenou o fechamento do Instituto Lula no ano passado, reconheceu que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal baseava-se somente na delação do ex-senador Delcídio do Amaral em busca de redução da sua pena. A inexistência de sustentação para as acusações levou à absolvição de Lula e de outros réus envolvidos no mesmo processo.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, explica em vídeo por que Lula foi absolvido e por que, segundo o mesmo critério, ele também deveria ter sido absolvido pelo juiz Sérgio Moro no processo do triplex do Guarujá. 

Veja:

"Hoje (12 de julho) o ex-presidente Lula foi absolvido pela justiça de Brasília em relação à acusação do crime de obstrução de justiça. 

Essa acusação teve origem em uma versão criada pelo ex senador Delcídio do Amaral para obter benefícios em uma delação premiada. Segundo ele, Lula teria tentado impedir ou postergar a delação premiada do ex diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O juiz Ricardo Leite no entanto reconheceu que há deficiência probatória para sustentar qualquer juízo penal reprovável em relação a Lula. Nós da defesa do ex-presidente, sempre demonstramos que a acusação era improcedente. 

Durante o processo, Cerveró, assim como as demais testemunhas ouvidas, jamais confirmaram qualquer participação de Lula nos atos subjetivando interferir na delação premiada do ex-diretor da Petrobras. 

A inexistência de prova de culpa foi reconhecida pelo Ministério Público Federal, que também pediu a absolvição de Lula em suas alegações finais. 

A sentença absolutória proferida em favor de Lula nesta data evidencia ainda mais o caráter ilegítimo das decisões que o condenaram no chamado caso triplex. Enquanto o juiz de Brasília, de forma imparcial, negou o valor probatório à delação premiada de Delcídio do Amaral por ausência de elementos de corroboração, o juiz de Curitiba deu valor absoluto ao depoimento de um corréu e delator informal, Leo Pinheiro, para condenar Lula. 

Não é possível condenar ninguém apenas com base em versões criadas em delações premiadas formais ou informais.

Espera-se que a justiça também prevaleça no caso do triplex, para restabelecer a liberdade plena de Lula, e também para reverter a decisão condenatória proferida com base unicamente em depoimento de um corréu interessado em fechar acordo com o Ministério Público em busca de benefícios".