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Fórum Alternativo Mundial da Água visita Instituto Lula

18/09/2017 17:23

Foto: Cláudio Kbene

Representantes do Fórum Alternativo Mundial da Água visitaram a sede do Instituto Lula, em São Paulo, nesta segunda-feira (18). Durante a visita, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a participar do fórum, que ocorrerá em março de 2018. O Fórum surge como uma alternativa de inclusão da sociedade civil no debate do tema da água, que hoje é dominado pelas grandes corporações do setor.

Edson Aparecido da Silva, da coordenação do Fórum, ressaltou que o convite a Lula vem de encontro às políticas públicas implementadas durante sua gestão à frente da Presidência da República, como o descontingenciamento das verbas do saneamento, a criação do Ministério das Cidades e o lançamento do PAC Saneamento. "Nossa luta é para que a questão da água passe a ser discutida como direito e não como mercadoria. Para isso, é preciso que a sociedade civil participe da discussão", afirmou Silva. 

O movimento já conta com apoiadores no Canadá, Europa, Índia e Palestina. A discussão perpassa pela questão econômica e questiona o modelo atual de privatização da gestão hídrica. "Hoje observamos o exemplo de cidades como Berlim, Paris e Buenos Aires optando por voltar com o modelo de estatização e o Fórum surge para apontar esses contrapontos", destacou Jocelio Henrique Drummond, Secretário Regional da ISP.

Para o ex-presidente Lula, o tema deveria estar inserido até mesmo na política educacional. "O indivíduo precisa compreender o uso consciente da água desde criança", ressaltou. O lançamento oficial do Fórum Alternativo Mundial da Água ocorre no próximo dia 25, em São Paulo. 

O Fórum é coordenado por movimentos populares e sindicatos como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), FNU (Federal Nacional dos Urnanitários), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), FUP (Federação Única dos Petroleiros), ISP (Internacional de Serviços Públicos), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e ASA (Articulação do Semiárido Brasileiro).