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Líder do SPD, deputada alemã debate desafios do sindicalismo no Instituto Lula

28/05/2018 18:46

Foto: Mauro Calove

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O Instituto Lula e a Fundação Friedrich Ebert organizaram nesta segunda-feira (28), um debate sobre os novos desafios do sindicalismo no século 21. A convidada foi a deputada alemã Yasmin Fahimi, secretária-geral do SPD, o partido social alemão, entre 2014 e 2015.

Yasmin, ela própria uma sindicalista, foi também secretária de estado no Ministério do Trabalho alemão, em 2016. Para um público de representantes sindicais de diversos setores, ela contou um pouco da experiência alemã e mostrou preocupação e solidariedade com os recentes ataques aos direitos trabalhistas promovidos no Brasil.

"É preciso trabalhar para construir uma nova relação entre Democracia, Capital e Trabalho. Na Alemanha, a maioria dos empresários já se deu conta que é interessante para a empresa que o trabalhador tenha determinados direitos. Eles já perceberam que os cenários de competição por salários cada vez menores leva a uma queda brutal na qualidade da mão de obra. E isso não interessa nem ao trabalhador, nem ao empresário", relatou Fahimi.

"Os ideais neoliberais levados ao extremo arruinam as relações trabalhistas. Tudo o que eles dizem que não existe num mercado liberal aparece lá: corrupção, interesses particulares, lobby...", completou.

Juvândia Leite, diretora do Instituto Lula e ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região abriu o debate e deixou claro que, a despeito da perseguição que vem sofrendo, "o Instituto Lula vai continuar fazendo a defesa do legado e das ideias do presidente Lula e trabalhando e lutando para transformar cada vez mais o Brasil num país melhor". Juvândia disse que vivemos num contexto em que o governo mostra claramente sua intenção de promover um completo desmonte na área trabalhista. "O presidente Lula está preso justamente por representar uma visão de que o Brasil precisa ser um país para todos, e não somente para alguns".

Katharina Hofmann, vice-representante da Fundação Friedrich Ebert no Brasil fez uma avaliação na mesma linha: "Cada dia nos mostra que este governo não é de transição, mas um governo de mudança radical, promovendo uma reforma trabalhista extrema, que afronta os sindicatos e a justiça trabalhista. Vivemos o fim de uma época que presenciou a construção de um país mais igual e mais democrático".

Estiveram presentes representantes da Apeoesp, da CUT, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, do Dieese, da Federação Única dos Petroleiros e dos sindicaotos dos Químicos e dos Bancários.