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Lula democratizou o acesso ao ensino superior em Alagoas

22/08/2017 11:10

Historicamente, Alagoas é o estado com maior índice de analfabetismo do Brasil. Sempre ao largo dos olhos dos governantes, foi durante a gestão de Lula como presidente que Alagoas pôde experimentar um salto educacional, com a interiorização de universidades e institutos federais e investimentos maciços em políticas de inclusão no ensino superior.

Em 2006, o então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugurou, ao lado de seu Ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Arapiraca, dando início à tríade de campi que hoje compõem a instituição.

Em seu discurso durante o lançamento da pedra fundamental em Arapiraca, Lula declarou: “Arapiraca e a região do agreste vão sofrer um processo de evolução e os nossos jovens terão um meio de preparação para o futuro”.  Agora, mais de uma década depois, Lula retorna ao local para ver como mudou a realidade do povo alagoano.

Nesta terça-feira (22), Lula chega a Alagoas. Terceiro estado visitado por ele, Lula atravessa o Rio São Francisco e chega de barco no Porto de Penedo onde será recebido pela população e por autoridades. Lula dormirá em Arapiraca, onde, na quarta-feira (23), o ex-presidente recebe o título doutor honoris causa na Universidade Estadual de Alagoas. No mesmo dia, ele segue para um ato em Maceió, quando finaliza sua passagem pelo estado.

“Com Lula tivemos a ampliação e a interiorização da Universidade Federal de Alagoas, que foi um fato muito importante, principalmente pra um estado com o maior índice de analfabetos do país. Ao levar o ensino superior e técnico ao interior de Alagoas, facilitou o acesso dos nossos jovens, que antes precisavam se deslocar para a capital se quisessem estudar, à universidade. Essa conquista gerou desenvolvimento político, econômico e social”, declarou a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do estado de Alagoas, Maria Consuelo Fonseca.

Universalização do ensino

Tudo teve início em 2004, quando o MEC propôs a interiorização da Ufal e sua expansão através do programa do governo Lula de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, que visava ampliar o acesso e a permanência no ensino superior.

Com a interiorização, a universidade federal chegou ao agreste, litoral norte e ao sertão de Alagoas através de três campi e oito pólos vinculados, oferecendo pelo menos 14 cursos de graduação e dois de pós-graduação. Isso sem contar o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas, criado por Lula em 2008, e que foi expandido também para todas as regiões do estado.

Os investimentos do governo Lula em educação também chegaram à Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), por meio de políticas de inclusão que permitiram a negros, pobres, camponeses e índios o acesso ao ensino superior.

De acordo com a Uneal, a implantação do Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Culturais Indígenas (Prolind) garantiu a formação de 76 professores indígenas pela universidade. O programa vinculado ao MEC visa apoiar financeiramente cursos de licenciatura especificamente destinados à formação de professores de escolas indígenas, as chamadas licenciaturas interculturais.

Já o Programa de Licenciatura em Educação no Campo graduou 54 professores da Uneal. O Procampo apoia a implementação de cursos de licenciatura em educação do campo nas universidades públicas, voltados especificamente para professores que atuam no ensino fundamental e ensino médio nas escolas rurais.

Somam-se a esses programas as cotas, o ProUni, Fies, dentre tantos outros programas instituídos nos governos petistas.

“As conquistas e melhorias na educação também passam pela ampliação da oferta dos livros didáticos para o ensino médio, antes só distribuídos para o ensino fundamental, a merenda, que também teve sua oferta ampliada, além da política de transportes para nossos estudantes que moram na zona rural. O legado de Lula é muito grande em Alagoas”, afirmou Consuelo.