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Mundo ainda tem 1 bilhão vivendo na pobreza

18/10/2016 16:26

Crianças em uma favela de Dhaka, em Bangladesh. Foto: ONU / Kibae Park

Da ONU Brasil 

Nesta segunda-feira (17), Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, Ban Ki-moon alertou que existem 1 bilhão de pessoas no mundo vivendo em miséria extrema e mais de 800 milhões enfrentam fome e desnutrição. Dirigentes do Fundo de População da ONU (UNFPA) e da UNESCO também pediram mais esforços para acabar com o sofrimento de indivíduos marginalizados.

Marcando o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, lembrado na segunda-feira (17), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacou que” a pobreza é ao mesmo tempo a causa e a consequência da marginalização e da exclusão social“. Atualmente, há 1 bilhão de pessoas vivendo em condições de miséria extrema e mais de 800 milhões enfrentam fome e desnutrição em todo o mundo, alertou o chefe da ONU.

Ban disse que para cumprir a promessa da Agenda 2030 — “não deixar ninguém para trás” —, é preciso pôr fim à humilhação de pessoas que vivem na pobreza.

O dirigente máximo do organismo internacional afirmou ainda que as condições degradantes e a exclusão causadas pela miséria contribuem para gerar outros problemas sociais como, em casos mais graves, até mesmo o extremismo violento.

“A pobreza não é simplesmente medida pela renda inadequada. Ela se manifesta no acesso restrito à saúde, à educação e a outros serviços essenciais e, muito frequentemente, pela negação ou o abuso de outros direitos humanos fundamentais”, acrescentou.

Diante do desafio, o secretário-geral sugere a construção de sociedades mais inclusivas e o envolvimento de todas as pessoas em esforços globais. Ban observou que é responsabilidade de todos os governos e sociedades reduzir as desigualdades e garantir que as pessoas em extrema pobreza possam ter um futuro mais próspero, justo e sustentável.

Também por ocasião do dia internacional, o diretor-executivo do Fundo de População da ONU (UNFPA), Babatunde Osotimehin, disse que o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva pode ajudar a acabar com a pobreza extrema.

“Garantir acesso a esses serviços pode reduzir as mortes maternas em um terço, e as mortes de crianças em até um quinto. Muitas famílias podem optar por ter menos filhos, reduzindo os níveis de fertilidade”, disse.

“E quando as estruturas etárias dos países se alteram favoravelmente, significando mais pessoas em idade de trabalhar do que dependentes, será possível observar um impulso para o desenvolvimento – conhecido como ‘bônus demográfico’ – desde que seus jovens sejam empoderados, educados e empregados”, acrescentou.

‘A pobreza é sobre o dinheiro, mas nunca apenas sobre o dinheiro’

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse que uma melhor compreensão das relações entre renda e outras dimensões da pobreza pode ajudar a transformar pessoas que vivem nessa condição em agentes de mudança.

“A pobreza é sobre o dinheiro, mas nunca apenas sobre o dinheiro”, frisou.

“A chave para o sucesso da erradicação da miséria reside na determinação política, impulsionado pelo sólido conhecimento sobre as causas, mecanismos e consequências da pobreza”, disse, afirmando que enquanto existir injustiça e exploração nos sistemas econômicos, sociais e culturais, a pobreza continuará devastando a vida de milhões de mulheres e homens.

Clique aqui para visitar a matéria original, no site da ONU Brasil.