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Pochmann: 30 meses de Temer destroçaram a economia do país

13/09/2018 14:27

Foto: Agência Brasil

Do lula.com.br

O economista, pesquisador e professor da Unicamp, Marcio Pochmann, publicou no Twitter um preciso resumo da crise que hoje atinge o país: “Quase 30 meses de aplicação do receituário neoliberal pelo governo Temer indicam no Brasil: 1. pobres mais pobres e ricos mais ricos; 2. produção mais primarizada e ocupação mais precária; 3. dívida pública crescente e desordem fiscal; 4. estagnação econômica e desemprego massivo”.

O desemprego no governo ilegítimo de Michel Temer atingiu níveis terríveis para a economia e para as famílias brasileiras. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD Contínua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego de agosto de 2018 foi de 12,3% – o que equivale a nada mais nada menos que 12,9 milhões de pessoas desocupadas.

A realidade é bem diferente da vivenciada nos governos de Lula e Dilma, quando foram criados 20 milhões de empregos com carteira assinada. Foi também com Lula e Dilma que, pela primeira vez na história do país, chegou-se a uma situação de haver mais pessoas com empregos formais do que na informalidade. E, em 2014, registrou-se o mínimo histórico na taxa de desocupação (4,9%), segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE de abril daquele ano.

Dados estarrecedoresOutro dado fundamental do período em que o PT esteve à frente do Executivo federal: o Salário Mínimo teve aumento de mais de 70% acima da inflação. E, em todos os anos dos governos do PT, houve aumento real. A política de valorização do Salário Mínimo foi convertida em lei em 2011 e previa a reposição da inflação do ano anterior, além da variação do PIB de dois anos antes.

Com Temer, em 2018, o aumento do salário mínimo ficou abaixo da inflação, algo que não ocorria desde 2003. Os dados são estarrecedores, para dizer o mínimo. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 2,07% no ano passado, ao passo que a correção do salário mínimo, em 2018, foi de 1,81%.

Ou seja, nem a reposição de uma inflação baixíssima foi assegurada aos trabalhadores que recebem um salário mínimo.

O governo reconheceu a situação, comprometendo-se a compensar em 2019 a diferença. Que equivale a R$ 1,78. Precisamente, menos de 2 reais. Trocando em miúdos, o salário mínimo em 2018 deveria ser de R$ 955,78, e não R$ 954,00 como ficou definido pelo governo.

Perda de fôlego da indústria
A crise também piorou para a indústria brasileira nos últimos meses. O número de segmentos da indústria que se encontram em crise atingiu 36% no primeiro semestre de 2018. Ou seja, mais de um terço dos 93 ramos industriais investigados encerrou a primeira metade do ano com desempenho negativo.

Os dados fazem parte de um levantamento exclusivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo no último dia 04.

No segundo semestre de 2017, o número de segmentos da indústria cujas atividades foram consideradas em crise (moderada ou intensa) era menor: 26% do total – mas já se revelava bastante preocupante.“Houve realmente uma reversão na força da recuperação”, afirmou ao jornal Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi.