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Quilombolas alagoanos relatam melhora de vida

23/08/2017 10:43

Quatro gerações de moradores do Quilombo Tabacaria. Foto: Pedro Sibahi/Agência PT

A vida dos moradores do Quilombo Tabacaria, localizado no município de Palmeira dos Índios, interior de Alagoas, mudou radicalmente nos últimos 13 anos. Reconhecido pelo governo federal em 2008, passou de barracos de lona para casas de alvenaria. Do trabalho quase sem remuneração em condições degradantes, passaram para a independência com o Bolsa Família.

“Passamos 12 anos em barracos de lona. A gente não tinha outra opção porque era ali e esperando na justiça o que iriam mandar para nós. E nós com paciência embaixo da lona”, conta Amaro Félix Filho, presidente da comunidade.

“Depois que recebemos as emissões de posse, recebemos a notícia de que se a terra vinha, as casas também chegavam”. Em 2016 começou a construção de 50 unidades habitacionais pelo Programa Nacional de Habitação Rural, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida. Neste ano as casas finalmente estão sendo entregues.

Formado por descentes diretos do Quilombo dos Palmares, Tabacaria foi a primeira terra quilombola a ser reconhecida no Brasil. Hoje 89 famílias vivem na área, que chegou a ter um terço das residências em barracos de lona e o restante em condições precárias.

“Estamos com 50 casas construídas e ainda faltam 37. O projeto já está nas mãos dos deputados em Brasília e falta eles aprovarem”, explica Amaro, que credita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mudança de vida.

Amaro Félix Filho, presidente da associação de moradores do Quilombo Tabacaria. Foto: Pedro Sibahi/Agência PT

“Só recebemos essas terras por intermédio do decreto que veio pelas mãos do presidente Lula. Não temos como agradecer a ele, por isso eu sempre digo ao povo que nós só queremos a certeza de que ele pode se eleger, porque campanha não precisa. O povo só quer essa palavra”.

“Daí pra frente temos a certeza de que Lula ainda vai ser nosso presidente, porque nós ainda precisamos da mão do governo Lula nos nossos projetos. Agora vamos partir pra projetos porque terra e moradia está chegado”, conta o presidente da associação, planejando começar iniciativas de geração de renda.

Um dos moradores mais antigos do quilombo, Gerson Paulino dos Santos, 72 anos, conta que sofreu muito até a chegada de Lula na presidência.

“Eu vivia com oito filhos dentro de um cativeiro, limpando o terreno dos fazendeiros com um saco de lona nas costas, em 30 ou 40 pessoas. Pegava as 7h da manhã e largava às 4h da tarde”.

“Foi no tempo que Lula se candidatou e ganhou, aí eu disse que não seria mais assim, seria Bolsa Família. Graças a Deus, desse dia para cá a mesa do pobre encheu de fartura e o pobre não passou mais fome. Tenho fé em Deus de que quando ele ganhar de novo a mesa vai dobrar”.

“Hoje tenho minha casinha, meu lazer com minha veinha [esposa] a Dominícia. Estou feliz com meus companheiros de luta”.

Gerson e sua esposa Dominícia. Foto: Pedro Sibahi/Agência PT

Uma das filhas de Gerson, Maria Aparecida dos Santos, conta que seu barraco era tão precário que um dia as madeiras e a lona cederam, e o telhado caiu destruindo diversos móveis.

“Eu dizia que Jesus Cristo iria me abençoar, que um dia eu queria ter uma casa, uma morada boa pra viver com meus filhos, meus netos. Agora sim, através do meu presidente Lula, eu posso dizer que tenho uma casa, é um palácio a minha casa. Através dele que hoje meus filhos estão estudando. Eu quero agora que, se Deus quiser, ele vai ganhar para presidente de novo”, afirma Aparecida.

Além das casas construídas pelo Minha Casa Minha Vida, os moradores valorizam o Bolsa Família, por garantir independência de trabalhos degradantes e segurança alimentar.

“O Bolsa Família lançado por Lula foi o que fez com que o povo aqui não morresse a metade, porque a renda era essa. A gente não tem como agradecer ao Lula o Bolsa Família lançado para o bem dessa comunidade. A gente fala que se não fosse o Lula a gente não sabe como estaria hoje a situação desse povo pobre”, afirma Amaro.

Gerson afirma que está muito animado com a ida de Lula a Arapiraca, cidade que fica na região do quilombo. “Eu fiquei muito feliz quando eu soube que nosso presidente Lula vem para Maceió, eu vou ter muito prazer de receber e abraçar ele”.

“Eu tenho vinte netos, o Lula veio para Palmeira dos índios e disse que se ganhasse para presidente a mesa do pobre ia ser que nem a do rico, não ia faltar o alimento. Ele disse e provou”.

Lula pelo Brasil

A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Nordeste, entre agosto e setembro, é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.

Por Pedro Sibahi, enviado especial ao Nordeste com a caravana Lula pelo Brasil, para a Agência PT de Notícias