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"Temer dá golpe mortal no ensino médio"

20/03/2018 17:02

Do Brasil 247 Em entrevista ao 247, o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante critica duramente a intenção de Michel Temer de liberar até 40% da carga horária total do ensino médio para ser realizada a distância. Para a educação de jovens e adultos, a proposta é permitir que 100% do curso seja fora da escola. A reforma do ensino médio, aprovada em 2017, também abriu a brecha ao ensino online — possibilidade vetada anteriormente. O golpe do governo federal vem depois de Temer cortar dinheiro para a Educação.

Confira abaixo um trecho da entrevista com Aloizio Mercadante:

247 – Todos fomos surpreendidos coma informação, que está na manchete da Folha de São Paulo desta terça-feira (20), de que o governo Temer pretende liberar até 40% do ensino médio a distância. Qual avaliação você faz dessa proposta?

Mercadante: Esta proposta vai contra tudo que vinha sendo construído para o fortalecimento e a recuperação do ensino médio. Também representa a entrega de 40% da parcela que é destinada ao ensino médio dentro do Fundeb, que tem uma projeção de R$ 140 bilhões, neste ano.

Entretanto, para entendermos todo o processo, primeiro, precisamos pontuar que é consenso, entre os educadores, de que o ensino médio é o maior desafio da educação brasileira. Com 87% das matrículas concentradas nas redes estaduais e com um currículo enciclopedista, que dialoga pouco com a diversidade de interesses dos estudantes, o ensino médio apresenta os piores resultados nos indicadores de qualidade na educação, como no caso Ideb.

Muitos desses problemas estão relacionados ao fato de o ensino médio não ter sido uma prioridade do próprio Ministério da Educação, no passado. O antigo Fundef, por exemplo, apesar de ter sido um passo importante na questão do financiamento da educação, tinha um foco exclusivo no ensino fundamental.

O Fundef excluía a educação infantil e o ensino médio. Por isso, o governo Lula, em 2002, fez um imenso esforço para reverter esse cenário e para acabar com antigas e falsas oposições, como a entre o ensino fundamental e o ensino infantil e médio, entre o ensino técnico e ensino médio e entre ensino básico e ensino superior.

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra no site do Brasil 247.