Instituto Lula

Menu

Trabalhadores relembram bons tempos do Vale do Aço

23/10/2017 11:57

Trabalhadores do Vale do Aço dizem ter vivido "era de ouro". Foto: Kamilla Ferreira/Agência PT

Por Pedro Shibahi
Da Agência PT 

A região do Vale do Aço, em Minas Gerais é um dos exemplos que como os governos de Lula e Dilma incentivaram a economia, com grade impacto na indústria.

Em 2011, a principal cidade da região, Ipatinga, chegou a ter 38 mil postos de trabalho na indústria e em 2014 o setor era responsável por 3,6 bilhões de reais no PIB da cidade. Entre 2010 e 2013, o PIB por habitante cresceu de R$ 31 mil para R$ 36 mil, segundo dados do IBGE.

A Usiminas, que já foi uma empresa estatal – privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso – chegou a ter 17 mil empregados e hoje não chega a 7 mil postos de trabalho.

Hoje a cidade vive um momento de crise, com altas taxas de desemprego, e os trabalhadores locais traçam um paralelo com o período FHC, quando as empresas demitiram milhares de funcionários após as privatizações.

“Foi lamentável no período FHC, as privatizações”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), Antonio Marcos Martins, que atua na região metropolitana de Ipatinga.

“Com a privatização, vimos demissão em massa, pais de família saindo de casa, deixando a cidade, deixando aqui seus lares. Foi um caos para o nosso Vale do Aço. Vimos aqui a economia, o mercado, lojas, fechando portas, vivemos momento de muita angustia, de tristeza e incertezas”.

Kamilla Ferreira/Agência PT

Antonio Marcos Martins, presidente do sindicato Metasita

O vice-presidente do Metasita, Sebastião Condé, acrescenta que “foram terceirizando os funcionários, a cidade foi ficando fantasma porque as pessoas perderam os empregos, tiveram que sair daqui, a economia da cidade foi caindo”.

Segundo Martins, o cenário se alterou após a eleição de Lula. “Graças a Deus ressurge uma luz com a chegada do Lula em 2003. Nós vimos aí uma ascensão, vimos investimentos aqui do BNDES, nas nossas empresas locais, gerando mais emprego”

“Nós vimos a alegria dos trabalhadores e trabalhadoras do vale do aço, mas também do Estado de Minas Gerais e de todo o Brasil”, relembra o sindicalista.

“Vivemos um apogeu da economia, uma época de quase pleno emprego na era do governo Lula e também no governo Dilma. O trabalhador tinha o seu salário, comprava a sua moto, seu carro, adquiria bens, melhorava a sua casa, viajava”.

“A gente via com muito orgulho um metalúrgico, um trabalhador chegando à presidência do Brasil e fazendo com que os desiguais, o povo pobre, tivessem um pouco de ascensão aos bens materiais que muitas vezes eram exclusivos a uma classe de elite”.

Kamilla Ferreira/Agência PT

Luis Carlos Lima, funcionário do Metasita

Para Luis Carlos Lima, trabalhador do sindicato Metasita que foi metalúrgico por 16 anos, “tivemos um período no Vale do Aço, de muita dificuldade antes da era Lula, e quando foi no ano de 2002, conseguimos a conquista que era almejada por muitos. Quando o presidente Lula, ganhou as eleições e começou a governar, pude ver durante todo meu tempo de vida, que tenho entendimento como pessoa, foi o período que vi o povo ter vez e voz”.

“O pobre teve acesso às coisas que antes eram acessíveis somente a elite. O povo teve o direito de ser feliz, mas infelizmente isso incomodou muito as elites, que estavam ali acostumadas a explorar o pobre sem dar direito algum do pobre ter acesso às coisas. Incomodou muita gente ver o pobre lotando os aeroportos, andando de carro, coisas que antigamente era inacessíveis”.

Na visão de Lima, “com o incomodo articularam o golpe para tirar o governo legítimo da presidenta Dilma, que estava dando sequência ao governo do Lula, dando vez e voz para o povo”.

“Aí colocaram o golpista traidor do Michel Temer para entregar todo o nosso país nas mãos dos estrangeiros, como temos visto aí. O pobre está perdendo todo o direito de comer, se olharmos para as coisas mínimas, um bujão de gás está caminhando para R$ 100, aonde um pobre que ganha um salário mínimo vai poder comprar o gás, pagar aluguel, fazer a compra para sustentar sua família”.

O presidente do sindicato, Martins, avalia que “novamente voltamos ao retrocesso do período FHC. Agora voltamos a era da recessão, gerando desemprego, a economia ruim, uma incerteza, os trabalhadores do Vale do Aço desempregados, sem oportunidades e esperança de ter um emprego”.

“Muitas pessoas saíram à rua contra a corrupção e na verdade tiram uma presidenta eleita, honesta, que continuava o governo do Lula dando vez e voz ao povo pobre brasileiro”.

Kamilla Ferreira/Agência PT

“O governo Temer está detonando a classe média baixa”, diz Antonio Carlos Alves Miguel

Para Antonio Carlos Alves Miguel, que trabalha com acabamento de Inox, “teve uma época do FHC, eu lembro que tinha um negócio do vizinho ter que pedir canequinha de arroz, de coisas emprestadas, aí chegou o Lula e isso acabou, o trabalhador teve condições de comprar seu carro, sua moto, viver melhor, comprar sua casinha”.

Ele relembra que “quando chegou no governo, o FHC começou a detonar nosso país. Com a chegada do Lula foi organizando, a Dilma chegou e continuou na organização, agora chegou esse governo Temer e voltou a detonar”.

“No Lula melhorou a classe média baixa, foi melhorando. Agora com o governo Temer acabou, está detonando a classe média baixa, está jogando no chão, porque o governo Temer é governo de rico, de empresário”.

Lula pelo Brasil

A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Minas Gerais, que acontece em outubro, é a segunda etapa do projeto que ainda deve alcançar as demais regiões do Brasil.

Em agosto e setembro, Lula pegou a estrada e percorreu os nove estados nordestinos, visitou inúmeras cidades, ouviu e conversou com o povo.

Por Pedro Sibahi, enviado especial à caravana Lula pelo Brasil em Minas Gerais, para a Agência PT de Notícias