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Desemprego cai a 5,3% e Brasil bate recorde de pessoas ocupadas

IBGE divulga queda do desemprego: 5,3% no trimestre até julho; contingente de ocupados chega a 103,3 milhões, maior da história


Desemprego cai a 5,3% e Brasil bate recorde de pessoas ocupadas

Foto: Ricardo Sruckert

Por Alexandre Barbosa da TVT News


O Brasil alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica para o trimestre encerrado em julho, com 5,3%, segundo dados da PNAD Contínua divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. 


A população ocupada atingiu o recorde de 103,3 milhões de pessoas, com acréscimo de 1 milhão de trabalhadores em apenas três meses. A renda média real do trabalhador subiu para R$ 3.762, com alta de 3,3% em relação a 2025.


Destaques do trabalho no Brasil

Taxa de desemprego: 5,3% – menor da série histórica iniciada em 2012

População ocupada: 103,3 milhões – recorde absoluto

População desocupada: 5,8 milhões – queda de 8% no trimestre (menos 503 mil pessoas)

Nível de ocupação: 58,9% da população em idade de trabalhar

Renda média real: R$ 3.762 – alta de 3,3% em um ano

Massa de rendimento real: R$ 383,5 bilhões – recorde histórico

Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões – maior contingente da série

Total de empregados no setor privado: 53,2 milhões

Pessoas desalentadas: 2,3 milhões – queda de 9,7% no trimestre

Taxa de subutilização: 13,0% – recuo de 0,8 ponto percentual no trimestre


Com menor desemprego, população ocupada atinge recorde de 103,3 milhões de pessoas

O contingente de brasileiros com emprego chegou a 103,3 milhões, o maior número já registrado pela pesquisa. O crescimento foi de 1% no trimestre, com a entrada de 1 milhão de pessoas no mercado de trabalho, e de 0,9% em um ano, com acréscimo de 899 mil trabalhadores.


O nível de ocupação – proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar – atingiu 58,9%, com avanço de 0,5 ponto percentual no trimestre.


O mercado de trabalho formal também apresentou números positivos. O número de empregados no setor privado com carteira assinada alcançou 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica. Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,8 milhões, com alta de 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas). Com isso, o total de empregados no setor privado atingiu 53,2 milhões de pessoas.


A população desocupada caiu para 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 4,9% – menos 299 mil pessoas.


O número de pessoas desalentadas – aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão uma vaga – também recuou, para 2,3 milhões, queda de 9,7% no trimestre e de 14,1% em um ano.


Renda média real atinge R$ 3.762

O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho, com alta de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025. 


O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal ficou estável no trimestre em todas as categorias de atividade econômica, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve aumento para os empregados com carteira assinada e para outras posições da ocupação.


O que é a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é a sigla para Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, levantamento realizado pelo IBGE para acompanhar trimestralmente as flutuações e a evolução do mercado de trabalho brasileiro.


A pesquisa produz informações sobre a inserção da população no mercado de trabalho, associadas a características demográficas e de educação. Ela monitora o número de pessoas ocupadas, desocupadas e desalentadas, além de rendimentos e outras variáveis socioeconômicas.


A PNAD Contínua substituiu a antiga PNAD, encerrada em 2017, e tem como diferencial a produção contínua de dados, permitindo a análise da evolução do emprego ao longo do tempo. A série histórica da pesquisa teve início em 2012.


“Vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, diz Lula sobre fim da escala 6×1

Em meio aos avanços do mercado de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 – regime em que o trabalhador atua seis dias e folga apenas um.


Nas redes sociais, Lula classificou a atual carga horária como “jornada escrava de trabalho” e afirmou: “Nós vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”. O presidente destacou que o fim da escala 6×1 é um benefício para milhões de trabalhadores e que o governo federal está atuando no Senado para aprovar a medida.


A PEC prevê uma transição de 14 meses para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, em duas etapas, sem redução de salários. O presidente Lula também rebateu críticas da oposição, que acusa o Planalto de utilizar a pauta com finalidade eleitoreira. “O fim da escala 6×1 é uma coisa de muito interesse da sociedade brasileira, da ampla maioria de trabalhadores, que trabalham seis dias e só têm um para descansar”, afirmou.



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