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Pesquisa avalia papel da telemedicina no Brasil

19/08/2022 14:26

Reprodução

Estudo apresentado pelo Instituto Lula apresenta ponto de vista dos profissionais de saúde e quer contribuir com a elaboração de políticas públicas para o futuro do Brasil

O Instituto Lula apresentou na noite dessa quinta-feira (18) uma pesquisa sobre a percepção dos profissionais de saúde diante dos cenários da telemedicina no Brasil. A maior parte dos entrevistados, 77,3%, informou ser favorável à expansão dos serviços de telemedicina no futuro. No entanto, apontam 55,6%, é baixo o esforço do SUS nesse sentido. Esses profissionais de saúde avaliam (66,1%) também que o Brasil é ainda muito dependente de outros países para atender às demandas internas no acesso a equipamentos tecnológicos e softwares de telemedicina.

Os entrevistados também demonstraram sua preocupação com o aumento da desigualdade social no acesso aos serviços de saúde com a telemedicina (50,8%), assim como as desigualdades regionais em áreas com baixa cobertura de internet (61,3%). Outros 62,9% manifestaram sua preocupação com a precarização nas relações de trabalho, a chamada uberização da saúde, diante do uso das plataformas digitais pelo setor privado de saúde.

Um aspecto positivo apontado pela pesquisa (60,9%) seria o fomento ao Ceis, promovendo desenvolvimento econômico e criação de empregos, diante de um aumento da demanda do SUS por equipamentos para telemedicina. Outros 67,2% avaliam que investimentos do SUS em telemedicina aumentariam a oferta de serviços à população.

O trabalho foi realizado pelos pesquisadores do núcleo de levantamento e sistematização de dados do projeto Velhas e Novas Desigualdades na Era Digital, coordenado por Sergio Bianchini.

Contribuição a elaboração de políticas públicas

Com uma visão ampla, a pesquisa analisa a transição da sociedade urbana industrial para uma sociedade de serviços baseada na tecnologia da informação e comunicação. A parti daí, a proposta é contribuir para a elaboração de políticas públicas: pensar e desenhar essa realidade no futuro, explica o autor do estudo Alexandre Guerra, economista e doutor em administração pública.

Os comentários sobre a pesquisa são do engenheiro e colaborador do Grupo de Pesquisa sobre Desenvolvimento - Complexo Econômico-industrial e Inovação em Saúde (Ceis)  Antônio da Cruz Paula e do economista e doutor em desenvolvimento econômico Marcelo Manzano.  

A telemedicina, lembra Alexandre Guerra, refere-se a fornecimento de serviços de saúde quando pacientes e profissionais estão em locais diferentes. “Ainda não há consenso na literatura se a expansão desses serviços vai ser algo positivo. Nesse sentido, o objetivo principal dessa pesquisa foi abordar essa lacuna a partir da percepção dos profissionais de saúde. A principal etapa da pesquisa foi investigar essas tendências de hoje e como podem influenciar tanto positivamente quanto negativamente o que vem no futuro”, relata.

Veja mais resultados da pesquisa e acompanhe o debate entre os especialistas: