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África do Sul acolhe 10ª Cúpula do BRICS

25/07/2018 11:46

Da África 21 Digital 

A cimeira de chefes de Estado e de Governo, que reúne os dirigentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, encerra sexta-feira (27) com a “Declaração de Joanesburgo”, onde serão definidos os compromissos conjuntos dos Estados membros para 2019.

Para o evento, o país anfitrião escolheu o tema “BRICS na África: colaboração para o crescimento inclusivo e prosperidade compartilhada na quarta revolução industrial”

De acordo com o programa, a cúpula será segmentada em três eventos principais: Fórum Empresarial dos BRICS (25 de julho), Encontro dos líderes dos BRICS ( 26 de julho) e Brics-Africa Outreach e BRICS-Plus Initiative (27 de julho).

A África do Sul propõe para adoção, na cimeira, o estabelecimento de um Grupo de Trabalho sobre Manutenção da Paz; e de um Centro de Pesquisa em Vacinas para a Colaboração com os parceiros de inovação e desenvolvimento de vacinas do BRICS.

Informações da organização dão conta que se trata de um centro de pesquisa físico voltado para a pesquisa, desenvolvimento e inovação de vacinas.

De igual modo, sugere-se o Estabelecimento de um Fórum de Gênero e Mulheres do BRICS – concebido como um caminho dedicado para questões de gênero e de mulheres, tendo em conta o benefício econômico derivado do empoderamento socio-econômico das mulheres, particularmente nos países em desenvolvimento.

Com essa Cimeira, a África do Sul quer alavancar a Estratégia para a Parceria Económica dos BRICS, para impulsionar o Crescimento Inclusivo e o Avanço da 4ª Revolução Industrial, promovendo discussões sobre oportunidades oferecidas pela Quarta Revolução.

Entre os temas a abordar devem estar ainda questões de direitos humanos e democracia.

Segundo a Comissão Interministerial de BRICS, da África do Sul, estão confirmadas as participações, nesse evento, dos Presidentes da África do Sul, do Brasil, da China e da Rússia, designadamente Cyril Ramaphosa, Michel Temer, Xi Jinping e Vladimir Putin. Da Índia, é esperado o primeiro-ministro, Narendra Modi.

Foram ainda convidados para a cimeira os presidentes da Namíbia, Hage G. Geingob, do Gabão, Ali Bongo Ondimba, de Angola, João Lourenço, do Senegal, Macky SAll, do Uganda, Yoweri Kaguta Museveni, do Togo, Faure Essozimna Gnassingbe, e do Rwanda, Paul Kagame.

A lista de convidados inclui também todos os chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Em relação ao Chefe de Estado angolano, que deve chegar à África do Sul dia 26, a Angop sabe que há a possibilidade de manter um encontro com o homólogo russo, Vladimir Putin, e outro com o primeiro-ministro da India, Narendra Modi.

Volvidos dez anos desde a constituição dos BRICS, a África do Sul quer continuar a prática da presidência anterior (China), para organizar uma iniciativa chamada BRICS-Plus.

Por meio dessa iniciativa, os BRICS pretendem alcançar outras economias de mercado em desenvolvimento e emergentes. Nesse sentido, foram convidados os líderes de vários países e organizações regionais, que confirmaram a participação na 10ª Cúpula.

Trata-se de Mauricio Macri, Presidente da Argentina, Recep Tayyip Erdogan, Presidente da Turquia, Andrew Holness, Primeiro-Ministro da República da Jamaica, Stergomena Lawrence Stergomena Tax, Secretária Executiva da SADC, Ibrahim Assane Mayaki, Diretor Executivo da NEPAD, e Kundapur Vaman Kamath, Presidente do Novo Banco de Desenvolvimento.

Cúpula no espírito de Mandela

A cúpula de Joanesburgo foi programada para coincidir com as celebrações do centenário de nascimento de Nelson Mandela, celebrados a 18 deste mês.

A Cimeira surge como oportunidade para refletir sobre a primeira década de cooperação entre os BRICS e traçar o caminho para a próxima década de cooperação.

Foi a pensar em Mandela, que disposições especiais foram feitas na Cúpula de 2018, para lembrar a sua figura, com a inclusão de um imagem de “Madiba” no logotipo especialmente projetado para a Cimeira.

“O espírito aberto, inclusivo, cooperativo e ganha-ganha dos BRICS é altamente consistente com o espírito de Mandela. É também o desejo há muito acalentado do Presidente Mandela e de todas as outras gerações anteriores dos líderes revolucionários do Congresso Nacional Africano (ANC) de lutar por uma ordem internacional mais justa, justa e equitativa”, escreveu a propósito, o Embaixador da China na África do Sul, Lin Songtian, num artigo publicado na imprensa local.

BRICS é um grupo político de cooperação, fundado a 14 de Abril de 2001, por quatro países emergentes: Brasil, Rússia, India e China.

Em 2010, juntou-se ao grupo a África do Sul, o único representante de África nesse grupo estratégico de cooperação.

Os membros fundadores e a África do Sul estão todos em estágio similar de mercado emergente, devido ao seu desenvolvimento económico.

Apesar de o grupo ainda não ser um bloco económico ou uma associação de comércio formal, como a União Europeia, existem fortes indicadores de que os quatro países do BRIC têm procurado formar um “clube político” ou uma “aliança”, e assim converter o “seu crescente poder econômico em uma maior influência geopolítica.

Desde 2009, os líderes do grupo realizam cúpulas anuais.