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Em Londres, nasce movimento de solidariedade ao Brasil

22/11/2018 14:05

Na última terça-feira (20), o Parlamento do Reino Unido recebeu uma mesa de debates para o lançamento de um movimento de solidariedade pelo Brasil, o Brazil Solidarity Initiative. Participaram Emily Thornberry, porta-voz do Labour Party (o Partido Trabalhista britânico) para Assuntos Internacionais, Richard Burgon, porta-voz do Labour para a Justiça e o membro do parlamento Chris Williamson. A iniciativa é um novo ponto de apoio aos movimentos progressistas que lutam por igualdade, direitos democráticos e progresso social no Brasil, e de oposição ao avanço da extrema-direita. 

Devido ao interesse surpreendente pelo evento, uma sala extra precisou ser aberta para acomodar o público. No evento estiveram presentes, além dos representantes do Labour Party, sindicalistas, estudantes, militantes, brasileiros radicados em Londres e membros da recém-formada Frente Ampla. 

“Os comentários ameaçadores de Bolsonaro contra organizações progressistas e da classe trabalhadora, mulheres, negros, desabrigados, LGBTs, ONGs e muitos outros deixam claro que ele representa um perigo real para milhões de brasileiros”, alertava o texto de convite para a reunião.

Durante o evento, Daniel Hunt, brasileiro radicado no Reino Unido e fundador do portal Brasil Wire, fez uma análise do processo em curso no país. “A situação do Brasil precisa ser entendida não como uma série de eventos individuais que merecem destaque, mas como uma escalada contínua de um processo – um golpe em câmera lenta”, contextualizou Hunt.

E sobre a fase mais recente desse golpe, afirmou: “É preciso entender claramente que Bolsonaro foi vencedor das eleições somente pela remoção de última hora do principal candidato, o preso político Lula da Silva, que foi condenado a 12 anos de prisão sob acusação absurda do próprio Ministro da Justiça de Bolsonaro”.

Ao tratar da soberania nacional, Hunt destacou as ameaças do novo governo aos avanços promovidos nos anos Lula e Dilma: “Trata-se de uma guerra contra o Brasil que enfrenta os acordos de livre comércio exploratórios, que quebra as patentes no interesse público, que se livrou do FMI e do Banco Mundial, que desagradou o capital buscando investir o produto seus próprios recursos naturais em educação pública, saúde e desenvolvimento nacional”.

Hunt concluiu alertando os presentes para a necessidade de ação: “Não queremos estudar e entender a mecânica do que está sendo feito no Brasil e na região daqui a 40 anos. Precisamos que todos saibam como isso funciona agora, para que possa ser combatido por aqueles que acreditam na independência, nos direitos humanos universais, princípios igualitários, participação popular, emancipação social e proteção do meio ambiente. Precisa ser entendido agora para poder ser combatido e, finalmente, derrotado”.