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Em Minas, Lula repudia venda do Pré-sal

31/10/2017 09:25

Foto: Oliver Kornblihtt / Mídia Ninja

Por Érica Aragão
Da CUT 

Os 72 anos do maior líder popular do Brasil foram comemorados em Montes Claros, nesta sexta (27), por milhares de mulheres e homens de mãos dadas, cantando “Amigos para Sempre”, na voz de Agnaldo Rayol. Assim foram os parabéns ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou hoje à cidade com sua #CaravanaPeloBrasil, agora no norte de Minas Gerais.

O ex-presidente está viajando por Minas para ouvir dos mineiros propostas de ação para combater a crise política, social e econômica que o país vive e denunciar o momento de retrocessos que o país está vivendo, como por exemplo o leilão do pré-sal nesta semana.

“Tiraram Dilma da presidência com uma mentira deslavada e colocaram um impostor, golpista, que está tentando destruir este país. Ele não está governando, está vendendo o país. Se esse cidadão não tem competência, não pode vender o que não é dele. A gente não pode permitir, o Brasil é nosso”, disse Lula, emocionado, sobre a venda de seis dos oito blocos do Pré-sal, horas depois de Temer se safar da denúncia de corrupção no Congresso Nacional.

Se não bastasse, o ilegítimo presidente Michel Temer também anunciou que colocará a Reforma da Previdência para votar e acabar com o direito do trabalhador e da trabalhadora de se aposentar. Ao som de “Fora Temer”, Lula destacou. “Nós temos que dizer à Temer e aos deputados que se o Brasil não está arrecadando, a culpa não é dos aposentados, a culpa é dele, que gastou R$ 30 bi para ficar no poder, 12 só na segunda votação da última quarta (25)”.

O presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas, que está na caravana desde o início desta etapa, na última segunda (23), destacou os prejuízos da escolha política desse governo na entrega do Pré-sal para as petrolíferas estrangeiras.

“Estes golpistas estão vendendo a preço de banana a soberania nacional. Não é apenas as empresas públicas que estamos perdendo, estão tirando das crianças brasileiras a oportunidade de ter Educação”, explicou.  “Precisamos do Lula para convocar um referendo revogatório de todas medidas de Temer contra o povo brasileiro”, destacou o presidente da maior central sindical do país.

“Se colocar pra votar, o Brasil vai parar”, destacou Vagner sobre a Reforma da Previdência e lembrou da paralisação nacional no próximo 10 de novembro, um dia antes da Reforma Trabalhista entrar em vigor oficialmente.

A CUT está acompanhando a caravana e expondo, em cada local em que Lula passa, uma tenda com o objetivo de colher assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) para anular a Reforma Trabalhista, que será entregue no Congresso Nacional em novembro.

“Nosso contato com a população é muito importante, cada vez mais que a gente conversa sobre as retiradas de direitos mais pessoas se aglutinam na luta e isso tem um significado muito grande para derrubar o golpe e para sairmos dessa”, contou o secretário Nacional de Cultura da CUT e professor em Minas Gerais, José Celestino Lourenço, o Tino.

“Defender os direitos históricos da classe trabalhadora e da sociedade também é um papel da central. A CUT é a maior central sindical do país não só pelo seu tamanho, mas pelo papel que desenvolve”, complementou Tino.

Para a presidenta da CUT Minas e professora em Minas Gerais, Bia Cerqueira, a caravana tem a tarefa de denunciar “contra quem foi este golpe, a serviço de quem está a turma corrupta de Brasília. A terceirização irrestrita, reforma trabalhista, o congelamento dos investimentos do Estado, 15 milhões de desempregados e desempregadas são as faces deste golpe. É preciso ainda denunciar a criminalização das lutas, das lideranças populares, da política”, disse Bia.

“Mas esta é também uma caravana que anuncia que outro projeto de país é possível. Não existe um único caminho, como tenta ditar o governo ilegítimo. É possível a inclusão social, o orçamento e todos os serviços públicos a serviço do povo. É possível um Estado que não esteja a serviço do rentismo, do capital financeiro internacional e de suas multinacionais. É possível que nossas riquezas sirvam ao bem comum e não aos interesses privados”, complementou