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"Ficou provado que o problema não era a Dilma, prometeram o paraíso e o país está pior"

21/07/2017 16:24

Lula durante entrevista à Rádio Capital. Foto: Ricardo Stuckert

Do Lula.com.br 

Em entrevista à Rádio Capital na terça-feira (18), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do legado dos governos petistas e relembrou que foi em dezembro de 2014 que o Brasil emplacou os melhores índices de geração de emprego. "É importante a gente relembrar dezembro de 2014, quando o Brasil tinha o menor índice de desemprego de sua história, 4.5% de desemprego. Era padrão Suécia, Dinamarca e Alemanha. Os trabalhadores de categorias organizadas tinham aumento real, o salário mínimo tinha tido aumento de 74%", ponderou.  

Lula destacou que fatores políticos travaram as agendas do governo. "A Dilma terminou seu primeiro mandato com uma aprovação invejável. Mas tínhamos um presidente da Câmara que trabalhava contra o governo, para que ele não desse certo. E esse foi um erro grave", avaliou. Para o ex-presidente, o processo do golpe acabou provando que "o problema do Brasil não era a Dilma".

"Aqueles que deram um golpe falando que o país iria virar um paraíso deixaram o país pior. Aumentou nossa dívida fiscal, aumentou o desemprego e as incertezas", disse o ex-presidente.

Lula também criticou as reformas promovidas pelo atual governo e voltou a defender que Temer convoque novas eleições. "A reforma trabalhista vai deixar um regime de semi escravidão nesse país. A única solução para o Brasil agora seria convocar eleições diretas."

Processo 
O ex-presidente também comentou a sentença proferida pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro, na semana passada. "Nesse processo a única coisa que foi levada em conta foi a necessidade de prestar serviço a quem quer que o Lula não dispute a eleição. Falei para o Moro no dia do meu depoimento que ele estava preso ao compromisso que ele tem com a imprensa", ressaltou.

O ex-presidente afirmou acreditar que a Justiça ocorrerá em outra instância. "A única coisa que eu tenho é a minha dignidade e por ela lutarei até o fim. Não vou permitir que meia dúzia de jovens mal intencionados tentem jogar minha imagem na lama. Acredito que haverá de acontecer a Justiça em outra instância nesse país".