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Há 12 anos, Lula quitava o restante da dívida contraída por FHC e livrava o Brasil das exigências do FMI

28/03/2017 15:51

Foto: Ricardo Stuckert/PR

No passado recente, o Brasil não mandava no Brasil. Houve até um ministro das Relações Exteriores do governo anterior que aceitou tirar os sapatos para entrar nos Estados Unidos. Isso começou a mudar com a chegada dos governos progressistas à Presidência da República. No dia 28 de março de 2005, há 12 anos, o então presidente Lula tomou a decisão histórica de não renovar o acordo e pagar a dívida com o Fundo Monetário Internacional, deixando o Brasil em um seleto grupo de credores do FMI.

Três anos antes, em 2002, o governo de Fernando Henrique Cardoso foi mais uma vez ao FMI, para poder fechar as contas do ano. Recebeu um empréstimo de US$ 41,75 bilhões, que todos os candidatos à Presidência se comprometeram a pagar.

A reviravolta histórica ocorreu quando o governo Lula quitou o restante da dívida contraída por FHC e livrou o país das exigências do FMI. Em 2009, pela primeira vez na história, o Brasil emprestou dinheiro ao Fundo: US$ 10 bilhões para ajudar países emergentes em meio à crise internacional.

Em 2012, novo empréstimo de US$ 10 bilhões, agora para a zona do euro – com uma exigência: participação mais efetiva dos países em desenvolvimento nas decisões do Fundo. Um detalhe importante: nossos ministros nunca mais tiraram os sapatos para ninguém.

Lula: “O FMI não manda mais aqui”

Às vésperas da eleição de Lula, no final de 2002, o Brasil tinha apenas US$ 37.8 bilhões em reservas internacionais e uma dívida externa quatro vezes maior: US$ 165 bilhões. Muita gente achava que a dívida era impagável – até que Lula mostrou que não era. Pela primeira vez em 500 anos, o Brasil deixou de ser devedor para ingressar no seleto time dos credores internacionais. O país que era obrigado a cortar investimentos, empregos e programas sociais para cumprir as metas do Fundo Monetário Internacional (FMI), com Lula, passou a ser dono do próprio nariz.

Com Lula e Dilma Rousseff, o Brasil se impôs, conquistou autonomia na gestão econômica e enterrou de uma vez por todas o complexo de vira-lata. De tempos em tempos, o(a) representante do FMI desembarcava no Brasil com a temida maletinha preta nas mãos, para conferir se o país estava fazendo a lição de casa. E para puxar a orelha dos dirigentes, caso o governo estivesse, por exemplo, gastando muito dinheiro com políticas sociais. Isso mudou com Lula na Presidência. Aprendemos a falar grosso com nossos credores e nos acostumamos a ser ouvidos.

Para saber mais sobre as conquistas da gestão econômica do Brasil nos últimos 13 anos, acesse o site do Brasil da Mudança.