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MST é o maior produtor de orgânicos do país

07/11/2018 18:09

Foto: Ricardo Stuckert

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tornou-se o maior produtor de alimentos orgânicos do Brasil. Sua estrutura organizada em cem cooperativas, 96 agroindústrias e 1,9 mil associações também o permitiu se transformar no maior produtor de arroz orgânico da América Latina, com quase trinta mil toneladas na safra de 2017. Os diversos prêmios nacionais e internacionais recebidos por sua atuação na reforma agrária e pela qualidade de sua produção agropecuária também o qualificaram para exportar pelo menos 30% desta produção para demais países da América Latina, América do Norte, Europa e Oceania.

A atuação do movimento na ocupação de terras improdutivas possui o amparo da Lei nº 5.504, de 1964, que indica que a terra brasileira deve desempenhar uma função social, seja de moradia ou produção, e não apenas de reserva/especulação financeira. Este amparo foi reforçado com a Constituição de 1988 que, nos artigos 184 e 186, garante a desapropriação de terras que não cumpram a função social.

O movimento abrange mais de 350 mil famílias assentadas, distribuídas em aproximadamente setecentos municípios brasileiros. São pelo menos 160 mil crianças e trinta mil jovens e adultos com acesso à educação garantida, cinquenta mil adultos alfabetizados, dois mil estudantes em cursos técnicos e superiores, e parceria com mais de cem cursos de graduação de universidades públicas pelo país.

O movimento vem priorizando a agroecologia em muitos dos seus assentamentos, focando em uma alimentação mais saudável para o ser humano que consome e que planta, e em um plantio sustentável, sem a agressão dos agrotóxicos também ao meio ambiente.

Além da produção agropecuária do MST movimentar a economia local dos municípios onde atua, gera grande lucro ao país ao pagar os consequentes impostos e tornar produtivas as terras outrora improdutivas. Estes e outros resultados mostram que o sabido desafeto nutrido pelo atual presidente eleito Jair Bolsonaro e as constantes fake news lançadas contra o MST e os assentamentos agrários mostram maior fundamento no preconceito do que na realidade, e ‘jogam’ muito contra o país e nada a favor.