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Parlamentares se unem contra privatização da Eletrobras

14/09/2017 13:00

Frente contra a privatização da Eletrobras. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Do PT no Senado  

Parlamentares de vários partidos se uniram, nesta terça-feira (12), para lançar a Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional, em contraposição ao anúncio do governo federal de privatizar a Eletrobras.

O objetivo é provocar coesão entre os setores da sociedade envolvidos com a defesa da soberania energética do país e potencializar, no Congresso e nos legislativos estaduais e municipais, a campanha ‘ Energia Não é Mercadoria’, iniciativa dos movimentos sociais e sindicais.

Com distribuição de energia em seis estados do norte e nordeste do Brasil, a Eletrobras participa e gerencia programas com foco em eficiência energética e incentivo a fontes alternativas de energia. Dentre os motivos alegados pelo governo federal para a privatização do setor é de que a empresa é inviável e ineficaz.

No entanto, todos os parlamentares presentes refutaram esse argumento já que, em 2016, a estatal foi premiada como empresa de sucesso. Como exemplo, a Eletrobras foi considerada a maior empresa do setor elétrico brasileiro e quinta maior empresa do país em patrimônio líquido, pelo Jornal Valor Econômico e Fundação Getúlio Vargas.

“Uma empresa que gera 31% da energia do país e é responsável por 50% das linhas de transmissão, não pode ser um fracasso”, disse a deputada  Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Rede. “Não se põe preço na soberania nacional”, enfatizou.

O deputado  Arlindo Chinaglia (PT-SP) acredita que a privatização do setor energético é tão lucrativa para o setor privado que foi um dos motivos do golpe contra o governo da presidenta eleita  Dilma Rousseff: “Querem entregar um recurso natural para o capital privado porque esse foi o acordo para derrubar um governo com o qual eles nunca concordaram”.

Outro ponto destacado pelos parlamentares é que a privatização da energia vai abrir caminho para a privatização da água. O deputado Luiz Couto (PT-PB) se diz muito preocupado com a questão, e “quem vai pagar a conta é a população, que terá água e luz gerenciados pelo capital privado estrangeiro, sem nenhum compromisso com o povo brasileiro”.

O Luz Para Todos foi considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como um dos maiores programas sociais do mundo, promovendo o acesso universal à energia elétrica e já atendeu a mais de 15 milhões de pessoas em áreas rurais de todo o país.

A Rede é uma fusão da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Nacional, e da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Soberania Nacional e o Coletivo Nacional dos Eletricitários e tem agenda para realizar audiências em vários estados brasileiros, como forma de convocar a população a participar do combate às privatizações no país.

Do PT no Senado