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Rádio Lula: África é tema do segundo programa

07/08/2018 19:31

Foto: Ricardo Stuckert

Desde os governos Lula, o oceano Atlântico já não basta para nos separar da África. A partir de 2003, Lula iniciou um processo de aproximação, tão intenso quanto inédito, com países de todas as regiões do continente. Depois de 33 viagens presidenciais e abertura de 19 novas embaixadas, a relação do Brasil com os governos e os povos africanos deixou de ser apenas uma sequência de episódios isolados e hoje ocupa na agenda da diplomacia brasileira um espaço proporcional à importância da África para a nossa história, nossa cultura e nossa identidade.
Nos governos Lula, o Brasil criou a Unilab, a Universidade da Lusofonia Afro-brasileira, com alunos e professores de Brasil e África. Também foi durante o governo Lula que um mandatário visitou a "Porta do nunca mais", na ilha de Goré, no Senegal, e pediu perdão por séculos de escravidão. Cultura e história africana passaram fazer parte do currículo escolar. 
Como se não bastasse a proximidade cultural, o continente africano é cada vez mais importante no cenário mundial. Em 2013, o Brasil perdoou US$ 900 milhões das dívidas externas de 12 nações africanas. As dívidas eram antigas e impediam que o Brasil expandisse suas operações comerciais com esses países. O perdão abriu caminho para a realização de novos negócios e também para mitos e preconceitos de toda sorte. As relações comerciais com o continente passaram de R$ 2,4 bilhões em 2003 para R$ 7,5 bilhões em 2010, numa relação altamente superavitária para o Brasil, que conseguia vender ali produtos industrializados, com maior valor agregado. O continente conta atualmente com 1,2 bilhão de consumidores, dos quais 350 milhões já integram a classe média. Em 2050, o mercado africano terá 2,5 bilhões de pessoas. 

Ao deixar o governo, Lula escolheu África como um dos principais eixos de trabalho do instituto que leva seu nome. O trabalho feito ali está documentado num vasto relatório, e incluiu um acordo com a FAO e a União Africana, com o ambicioso objetivo de acabar com a fome na África até 2025. O Brasil era (e ainda é) detentor da mais reconhecida tecnologia em programas sociais contra a fome e a miséria.

Esses e outros temas foram tratados no segundo programa da Rádio Lula, o podcast do Instituto Lula.

Ouça abaixo (ou em seu agregador favorito):


No áudio, prometemos algumas referências e livros, aqui vão elas (e outras mais):

Referências