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Instituto Lula

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Religiosos dialogam sobre Lula em reunião no IL

03/05/2019 15:51

Foto: Instituto Lula

O Instituto Lula recebeu na última quinta-feira (2) representantes de diversas igrejas e religiões para um diálogo sobre o ex-presidente Lula e o universo da fé. Esse encontro inter-religioso remete à tradição de pluralismo no Instituto Lula e do próprio ex-presidente, que sempre ouviu atores dos campos mais diversos. Na reunião estiveram presentes católicos, evangélicos, espíritas, além de membros da Igreja Batista, Metodista e do candomblé.

Leonardo Martins, representante do Instituto Lula na conversa, lembrou que a religiosidade sempre ocupou espaço de relevância na agenda do ex-presidente. Como exemplos mais recentes, destacou o ato ecumênico realizado em São Bernardo no dia 7 de abril de 2018, em memória de Dona Marisa, momentos antes de Lula se entregar à polícia. Falou, também, sobre as visitas religiosas semanais que o ex-presidente recebia na sede da PF em Curitiba, direito que acabou sendo negado em janeiro de 2019 por decisão da juíza Carolina Lebbos.

O pastor evangélico Ariovaldo Ramos relatou a visita que fez a Lula em junho do ano passado. O religioso contou que foi até Curitiba preparado para encontrar um homem com sinais de abatimento, comuns às vítimas de injustiça. Pronto para levar uma palavra de ânimo e fé, se surpreendeu com o que viu: “uma pessoa resiliente, firme, consciente da dureza da batalha”. Segundo o pastor, só há uma explicação: “a graça de Deus é com ele”.

Na conversa, foi pontuada a importância de Lula enquanto aglutinador de forças contra a política de desmonte dos direitos dos trabalhadores. Os religiosos concordaram que muito do que prega o atual governo se opõe frontalmente aos preceitos e valores religiosos, sendo o discurso de ódio o exemplo mais claro dessa incompatibilidade. 

Na avaliação do metodista Alexandre Pupo, falta diálogo maior nas bases das comunidades religiosas. Pupo ainda lembrou a experiência exitosa das Comunidades Eclesiais de Base, que, incentivadas pela Teologia da Libertação, se espalharam pelo Brasil nos anos 70.

Além de considerarem necessário retomar experiências bem-sucedidas no passado, adaptando-as aos dias atuais, os discutidores concluíram ser importante produzir materiais e realizar atividades, sempre respeitando as linguagens e especificidades de cada grupo religioso. Nesse sentido, o espírita Franklin Félix deu como exemplo os grupos de vibrações coletivas por Lula. O grupo já deixou marcado um próximo encontro, ao qual devem se somar representantes de outras religiões.