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Bienal da UNE: Memorial da Democracia expõe história da luta estudantil

03/02/2017 11:59

Franklin Martins fala em mesa da Bienal da UNE, ao lado da presidenta da entidade, Carina Vitral, do vereador de Campinas Gustavo Petta (ex-presidente da UNE) e do diretor de cinema Vandré Fernandes. Foto: Bruno Bou/ CUCA da UNE

Conhecer a história é fundamental para criar novos caminhos. Essa foi a tônica da 10ª edição da Bienal da UNE, realizada de 29 de janeiro a 1º de fevereiro, em Fortaleza, com a participação de milhares de estudantes, artistas e ativistas de todo o Brasil. O Memorial da Democracia participou do evento, que teve como tema central a “reinvenção”. 

O ex-ministro Franklin Martins, coordenador do Memorial, conversou com estudantes e traçou paralelos entre o golpe de 1964 e o de 2016. “Naquela época, nossa resistência teve uma marca que era como se disséssemos assim para a ditadura: você pode me proibir, me perseguir, me bater e até me matar. Mas você não pode me obrigar a viver sem resistir”. 

Na avaliação de Franklin, o atual cenário político brasileiro que levou ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, tem raízes na velha oligarquia - inclusive dos meios de comunicação - que sempre comandou o país. "O golpe veio não por nossos erros, mas por nossos acertos, pelas coisas positivas. Aquela história que nossa elite dizia, que só dava pra governar pra um terço da população caiu por água abaixo nos últimos 12 anos. A experiência do Brasil mostrou que quando toda a população é incluída, isso é energia, faz o país crescer, torna o país melhor. Nós não podemos continuar tendo o monopólio de mídia que temos no Brasil, que tem um acerto entre eles para agir em proveito próprio, como se fosse partido.”

Lembrar é resistir
O jornalista do Instituto Lula Antonio Alonso Jr. falou sobre a experiência do museu virtual durante um debate sobre comunicação e novas narrativas. "O formato do Memorial é inédito porque reúne informações com fotos, vídeos, áudios etc. E ainda permite mergulhos em profundidade em temas específicos: mulheres nos anos 30 e 40; terror e tortura na ditadura; conflitos agrários no Brasil; tem até um especial sobre a onda de independências na África, a partir dos anos 60", destacou.

Exposição 
Quem passou pela Bienal da UNE também pôde conferir a exposição “Imagens da Democracia”, com fotos sobre os principais momentos da luta democrática brasileira nas suas mais variadas formas, meios, tempos e colorações. Mais que registros, as fotos foram selecionadas por representar pontes entre passado e presente. E desejos de futuro. 

Criado em 2015 com o objetivo de contar a trajetória de lutas do povo brasileiro por justiça social, o Memorial da Democracia conta com aproximadamente 550 episódios em 72 anos de história, entre 1930 e 2002. Trata-se de um ambiente interativo, com fotos, músicas, documentos, vídeos, charges e textos informativos. 

Visite e ajude a escrever esta história! 

www.memorialdademocracia.com.br