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Cristina Kirchner é eleita senadora e comanda oposição a Macri

23/10/2017 12:02

Grupo da ex-presidenta Cristina Kirchner desponta como "principal força opositora" contra o neoliberalismo de Macri (UNIDAD CIUDADANA/ FOTOS PÚBLICAS)

Da Rede Brasil Atual 

A ex-presidenta Cristina Kirchner ficou em segundo lugar nas eleições legislativas argentinas deste domingo (22) e garantiu uma das vagas para o Senado. Ao reconhecer a derrota para o candidato governista, o ex-ministro da Educação Esteban Bullrich, Cristina afirmou que a agora o seu grupo político, a Unidade Cidadã (UC), se tornou a principal força de oposição à administração do presidente Mauricio Macri.

Com 98% dos votos apurados, Bullrich lidera o pleito com 41,35 % dos votos. Cristina registra 37,27%. Em terceiro, também eleito, ficou Sergio Massa, com 11,33%. Os candidatos Florencio Randazzo e Néstor Pitrola, da Frente Justicialista e Frente da Esquerda dos Trabalhadores (FIT), ficaram com 5,30% e 4,75% dos votos, respectivamente.

"Fomos capazes de somar votos, capazes de crescer apesar de termos enfrentado a maior e inédita concentração de poder da qual se tem memória desde a restauração democrática, e devemos estar orgulhosos", disse Cristina aos apoiadores. A UC "é a principal força opositora contra o modelo político e social de ajuste", afirmou.

Cristina disse que a UC chegou para ficar e deverá servir de base para a fundação de uma nova oposição, mas, em discurso, pediu união com as outras forças que se opõem ao macrismo. “Não estamos sós, há também em outras províncias outras claras e firmes lideranças políticas com as quais as oposições avançaram em todo o país”, disse.

O presidente Macri também comemorou o resultado das eleições, com a sua coalizão governista de centro-direita Cambiemos (Mudemos) como a mais votada nos cincos principais distritos do país. 

Nos últimos dois anos, ele governou com minoria no Congresso e, com essa eleição, sai fortalecido para implementar sua política de abertura econômica e, dependendo dos resultados, se candidatar à reeleição em 2019. Ainda assim, o governo é minoria no Congresso, e ficará com 25 dos 72 senadores e 108 dos 257 deputados.  "Não ganhou um partido. Ganhou a certeza de que podemos mudar a história", disse Macri.

Com Agência Brasil e Opera Mundi