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Bolsonaro admitiu: BNDES jamais enviou dinheiro para fora

18/10/2022 08:51

As informações são oficiais do próprio governo Bolsonaro: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social jamais enviou um centavo de dólar para fora do Brasil. Bolsonaro mente na propaganda eleitoral. Ele próprio, no ano passado admitiu: "Eu também pensava que era caixa preta, está tudo aberto no site do BNDES".

No site do BNDES, administrado pelo governo Bolsonaro, a explicação é clara: O BNDES faz empréstimos em reais, dentro do Brasil, para uma empresa brasileira que está exportando produtos e serviços ao exterior. Essa operação gera vantagem dupla ao país: aumento da competitividade nas exportações – e consequentemente mais dinheiro entrando no país – e também gera empregos no Brasil. Além disso, os juros oriundos desses empréstimos geram lucro para o próprio banco.

Leia a explicação que Bolsonaro mencionou e que está no próprio site do BNDES: 

"Quando a gente ouve falar em dinheiro que foi enviado para fora, na verdade, estamos falando dos financiamentos à exportação dos bens e serviços de engenharia brasileiros.

Nessas operações, assim como em todas as outras que o Banco realiza, o BNDES desembolsa os recursos exclusivamente no Brasil, em reais, para a empresa brasileira, à medida que as exportações vão sendo realizadas. Portanto, quem recebe o dinheiro é a empresa brasileira que vende para fora e não o país. Mas quem fica com a dívida é o país estrangeiro, porque ele é o responsável por fazer o pagamento, que deve ser feito com juros, em dólar ou euro.

O financiamento do BNDES não cobre, por exemplo, bens adquiridos no exterior ou gastos com mão de obra de trabalhadores locais. Ele cobre exclusivamente os bens e serviços de origem brasileira utilizados na obra."

Em sua propaganda eleitoral, Bolsonaro menciona o metrô de Caracas, na Venezuela, uma obra brasileira iniciada ainda na gestão Fernando Henrique Cardoso e que faz parte de uma série de iniciativas que ampliaram a presença brasileira na América Latina. Bolsonaro contrapõe isso ao metrô de Belo Horizonte, mas foi o próprio Bolsonaro – junto com seu ministro Tarcísio de Freitas – que anunciou que destinaria um bilhão para a expansão do metrô em 2019. Depois disso, repetiu a promessa pelo menos nove vezes, até que acabou concedendo o metrô à iniciativa privada num processo controverso e um contrato considerado antiquado.

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