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IL cria Grupo de Acompanhamento de Temas Estratégicos

16/11/2020 12:42

No próximo ano o Instituto Lula entra em sua quarta década de vida. Para renovar o compromisso com um país mais justo e reforçar sua vocação para o debate qualificado de projetos e caminhos para o país, o instituto lança agora o Grupo de Acompanhamento de Temas Estratégicos (Gate). O Gate é composto por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores com o desafio de acompanhar e sistematizar a realidade estruturante de longo prazo, além da conjuntura. 

O resultado desse trabalho será publicado e distribuído mensalmente aqui no site do Instituto Lula. O primeiro boletim, com o tema: "Brasil e América Latina: dilemas da região a partir da disputa entre Estados Unidos e China"  já está no ar.

Grupos temáticos

Para um acompanhamento preciso e detalhado, os pesquisadores estão divididos em cinco eixos de trabalho:

•Eixo Estado híbrido

Um grupo de pesquisadores está dedicado a mapear as estratégias e os atores sociais relevantes no processo de reação ao êxito das gestões petistas. Esse processo nos levou a um estado que não pode ser chamado de exceção, mas sim a um estado híbrido, no qual a democracia formal convive com iniciativas autoritárias e excepcionais. 

•Eixo estrutura produtiva

Para pensar nas tendências de longo prazo para um país é imprescindível não apenas acompanhar a dinâmica de sua estrutura produtiva, mas principalmente identificar os vetores de transformação que lhe dão movimento. Especialmente em um momento como o atual, em que o capitalismo se depara com o desafio da transição ecológica e de profundas transformações tecnológicas.

•Eixo soberania e geopolítica

A mudança na política internacional foi uma das mais radicais alterações promovidas a partir do governo Temer. Enquanto assiste à ascensão da Eurásia, o Brasil vira-se novamente de costas para  a América Latina e oferece um alinhamento automático aos Estados Unidos. Como ficará o xadrez e que efeitos essa nova configuração terão para o país?

•Eixo mundo do trabalho

A organização sindical foi fundamental para a redemocratização e resistiu a décadas de pressões neoliberais. No entanto, o desafio agora é outro. Como adequar-se às mudanças no mundo do trabalho que moveu-se para terceirização, desindustrialização e informalidade?

•Eixo política social

A reboque das mudanças profundas no mundo do trabalho veio o ataque conservador às políticas sociais exitosas dos anos 2000. Qual o fôlego e os atores por trás desses movimentos, mesmo num cenário pós-pandemia?

Conheça o grupo de pesquisadores do Gate:

1.ESTRUTURA PRODUTIVA E TRANSIÇÃO ECOLÓGICA 

•Emílio Chernavsky (economista, Doutor em Economia / USP, assessor do PT na Câmara Federal)

•Marcelo P. F. Manzano (economista, Doutor em Desenvolvimento Econômico / Unicamp; Pesquisador do CESIT e coordenador da Maestria FPA/Flacso);

•Matias Cardomingo (economista, Mestre em economia/USP, presidente do Diretório Zonal do PT Pinheiros)

2.POLÍTICAS SOCIAIS: 

•Ana Luiza Matos de Oliveira (economista, Doutora em Desenvolvimento Econômico / Unicamp; Professora da Flacso/Brasil). 

•Ana Paula Guidolin (economista, mestranda em Teoria Econômica / Unicamp)

•Jorge Abrahão de Castro (estatístico; Doutor em Economia/Unicamp; ex-diretor do IPEA)

3.MUNDO DO TRABALHO

•Bárbara Vallejos Vazquez; (socióloga, doutoranda em Desenvolvimento Econômico / Unicamp, técnica e professora do DIEESE, assessora Contraf/CUT);

•Regina Camargos; (economista, Doutora em Ciência Política, especialista em relações de trabalho e ex-técnica do Dieese na Contraf-CUT);

•Flavia Vinha Santos, Doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ - 2009) e mestre em Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ - 2001), com experiência na área de Economia, com ênfase em Mercado de Trabalho e Proteção Social. Atualmente atua como Economista do IBGE na Coordenação de Emprego e Renda. É a atual presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro. Leciona na Universidade Candido Mendes–Ipanema

4.SOBERANIA NACIONAL E GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL

•Adhemar Mineiro (economista, doutorando do PPGCTIA/UFRRJ, assessor da REBRIP e membro da Coordenação da ABED-RJ,  e do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais/GR-RI).

•Carlos Eduardo F. Silveira (economista, Doutor em Economia / Unicamp; ex-diretor do IPEA)

•Luís Fernando Vitagliano (cientista político, Doutorando em Ciência Política /Unicamp, professor universitário)

5.ESTADO HÍBRIDO E ATORES SOCIAIS

•Francisco César Pinto da Fonseca (cientista social, Mestre em ciência política/Unicamp, Doutor em História Social/USP. Professor de Ciência Política na FGV/Eaesp e PUC-SP.

•Greiner T. M. Costa (engenheiro, Doutor em Política Científica e Tecnológica / Unicamp).

•Helga Almeida (Cientista política, Doutora em Ciência Política / UFMG e professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco /Univasf).

•Rosemary Segurado (cientista política, doutora em Ciências sociais pela PUCSP, professora do PEPG de Ciências Sociais da PUC e coordenadora do Curso Mídia, Política e Sociedade da Fesps. Também sou editora da REvista Aurora da PUCSP).

•Tathiana S. Chicarino (cientista política, Doutora e Mestra em Ciências Sociais (PUC/SP), professora da FESP-SP).