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Instituto organiza encontro de Lula com lideranças negras

26/06/2020 10:38

Num encontro virtual organizado nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou, durante mais de três horas, com lideranças negras. Tamires Sampaio, advogada e diretora do Instituto, fez os convites e mediou a conversa. Além de Lula e Tamires, participaram Alê Santos, Anielle Franco, Bia Ferreira e Doralyce, Joel Luiz, Juliana Borges, PC Ramos, Renan Leta, Silvio Almeida e Winnie Bueno.

"Num momento em que a política do governo central para as periferias é essa política de morte, é muito importante e até simbólico que o ex-presidente Lula se reúna com esse grupo que tem produtores de conteúdo para internet, advogados, intelectuais, artistas e professores não só para falar, de um lugar de autoridade. Lula ouviu as angústias, ideias, propostas  potências que representam muito da população negra. E também é simbólico que parte dessas pessoas tenha sido formada no bojo das políticas públicas do Lula. Isso mostra o compromisso que ele tem com essas pautas", avaliou Tamires Sampaio, diretora do Instituto e idealizadora do encontro. "De certa maneira, as elaborações de outras gerações que passaram pelo Instituto Cidadania lá atrás ajudaram a formar essa nova geração, que chega com propostas novas. Historicamente o Instituto tem o papel de ser um instrumento de possibilitar essas trocas e encontros e potencializar as mudanças para um país melhor e mais justo".

Desde os tempos em que se chamava Instituto Cidadania, o Instituto Lula é um centro de debate e formulação de propostas para um Brasil melhor. Conversas com representantes e lideranças do movimento negro são frequentes na história do Instituto. Mas esta foi a primeira vez em que o encontro aconteceu via internet.

"Eu não sei se vocês repararam, mas eu tenho a orelha meio caída. Isso é porque eu aprendi como é importante ouvir. Por isso estou aqui antes de mais nada para ouvir vocês e entender as ideias que vocês têm para que a gente acabe com essa coisa terrível que é o racismo no Brasil", disse Lula em sua apresentação.

Lula ouviu análises, propostas, críticas, cobranças e também histórias de vida. E a conversa deve seguir com mais encontros.

Numa das falas mais marcantes, Silvio Almeida, que é professor na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, ilustrou sua fala com um episódio pessoal. Um colega seu da universidade, um professor norte-americano que estuda o Brasil, lhe mostrou uma foto das grandes greves do ABC no final dos anos 1970 e lhe pediu: "aponte um branco nessa foto aqui". Silvio Almeida contou essa história para reforçar que as lutas do movimento negro, no Brasil, são as lutas dos oprimidos, dos pobres. "A luta sindical dos anos 70 era negra. Como são negras hoje as lutas dos sem teto, a luta por acesso à educação, por saúde pública de qualidade…". 

O Instituto Lula

No início dos anos 1990, o Instituto Lula – naquela época com o nome de Instituto Cidadania – começou a reunir políticos, pesquisadores e representantes da sociedade para debater propostas para os grandes problemas do Brasil. Das elaborações feitas no instituto nasceram projetos que posteriormente viraram políticas públicas nos governos Lula. Entre elas estão o Bolsa Família, o Luz para Todos e o Minha Casa Minha Vida, por exemplo. Depois de deixar a Presidência, Lula retornou ao Instituto e elegeu como eixos de trabalho: a articulação e integração da América Latina; o compartilhamento de experiências de combate à fome e à miséria com a África e a defesa da Democracia e da história das lutas democráticas no país. Acompanhe as atividades do Instituto em nosso site www.institutolula.org e em nossas redes sociais:

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Conheça também nosso museu virtual dedicado às lutas democráticas do povo brasileiro, o Memorial da Democracia.