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Legado: Com Lula, Brasil foi o país que mais vacinou contra pandemia no mundo

08/02/2021 15:59

Instituto Lula conversa com ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão sobre o legado de sucesso do Brasil no enfrentamento da pandemia de H1N1 em 2010

Em 2010, no último ano do governo Lula, o Brasil foi o país que mais vacinou cidadãos contra a pandemia do vírus H1N1. Só o Instituto Butantan produziu 60 milhões de doses. Outras 40 milhões foram importadas e o país conseguiu em apenas três meses vacinar mais de 80 milhões de brasileiros.

Hoje, 12 anos depois, o Brasil caminha na contramão deste exemplo. "O governo fez tudo ao contrário", conta o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, que enfrentou a pandemia de H1N1 no governo Lula. "Este governo não liderou o combate, se omitiu, não agiu em parceria com os estados, não ouviu a ciência e ainda afastou dois ministros da Saúde que estavam tentando fazer o trabalho correto e colocou um interventor militar no lugar."

Temporão explica que o Brasil é um dos poucos países no mundo que é capaz de vacinar 10 milhões de pessoas em um único dia, como já aconteceu em campanhas contra a paralisia infantil, por exemplo. Para o ex-ministro, o atual governo agravou o problema da pandemia ao ignorar não somente o legado dos governos Lula, mas todo uma história brasileira que vem pelo menos desde o governo militar. "A campanha nacional de imunização é de 1973, foi criada no governo militar. Em 1986, o Brasil decidiu investir em centros de produção de vacinas aqui no país, como Butantan e Biomanguinhos". Enquanto Bolsonaro tirava dinheiro da ciência, das bolsas de pós-graduação e negava a ciência, o Brasil perdia oportunidades de proteger a própria população.

Pouca gente sabe, mas desde o início dos anos 2000, o Brasil já vinha se planejando para uma pandemia de gripe, conta Temporão. Criou-se então a rede Cievs – Centro de informações estratégicas em vigilância em saúde. Em 2003, já no governo Lula, estruturou-se o comitê técnico para elaborar esse plano de enfrentamento para uma pandemia de influenza. Foi criado um gabinete interministerial, e toda essa estrutura foi acionada de maneira essencial para o sucesso do combate ao H1N1 em 2010. Doze anos depois, o país continua com pessoal qualificado, com o SUS preparado, com os centros de produção de vacina, mas desperdiça as lições e ferramentas de um legado por conta da condução desastrada e "até criminosa", nas palavras de Temporão.

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