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Lula critica ameaça de embaixador dos EUA ao Brasil

30/07/2020 13:36

Arte: Agência PT

Por Agência PT de Notícias

A ameaça ao Brasil feita pelo embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, caso o governo permita a participação da empresa chinesa Huawei no leilão do 5G, foi duramente criticada pelo ex-presidente Lula em seu perfil do Twitter, nesta quarta-feira. “Em qualquer governo que preza pela soberania, um embaixador que falasse o que falou o embaixador dos EUA sobre a disputa do 5G no Brasil seria convidado a se calar e pedir desculpas”, afirmou Lula. No entanto, advertiu, “no caso do Brasil atual parece que o Bolsonaro não se faz respeitar pelo embaixador americano”.

O que provocou a reação soberana de Lula é a declaração do embaixador Todd Chapman em entrevista ao jornal O Globo, em que diz acreditar que país terá “consequências” econômicas negativas caso decida manter a Huawei no leilão do 5G. Os Estados Unidos lideram uma campanha mundial contra a Huawei, promovendo a desconfiança sobre a segurança de dados. Segundo especialistas, no entanto, a pressão dos Estados Unidos se deve ao fato da perda de hegemonia sobre a tecnologia. Não há garantia de que as empresas preferidas pelos Estados Unidos sejam 100% seguras, afirmam.

Em matéria no último dia 24, o site do PT alertou que o alinhamento incondicional do governo brasileiro aos Estados Unidos poderia comprometer o caráter técnico do leilão no Brasil, adiado para 2021. Afastar do leilão a empresa chinesa também ameaça deixar o Brasil fora da “revolução” tecnológica capaz de produzir avanços inéditos na economia e nas relações sociais. Com conexão instantânea, o 5G permite o desenvolvimento da “internet das coisas”, da telemedicina e o uso de carros não tripulados, entre outras novidades.

A disputa em torno da nova banda de comunicação se tornou o centro da disputa tecnológica, econômica e geopolítica do mundo atualmente. De um lado a China, líder do processo tecnológico, presente em cerca de 170 países do mundo. De outro, sem tecnologia própria, os EUA bancando as empresas Ericsson (sueca), Nokia (finlandesa) e Samsung (sul coreana). O Brasil é um dos mercados mais cobiçado, por sua condição de país com mais celulares por habitante do mundo, 225,3 milhões de aparelhos para 209,5 milhões de pessoas.