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“Não precisamos desmatar a Amazônia para plantar soja”

01/11/2021 11:53

Foto: Ricardo Stuckert

Por lula.com.br

Em entrevista à TV TRT World, da Turquia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não é preciso desmatar a Amazônia para se plantar soja ou criar gado. Ele defendeu que a floresta em pé é mais rentável do que a floresta tombada e chamou atenção para a responsabilidade dos países em promover um desenvolvimento econômico alinhado às questão ambientais. A entrevista do ex-presidente, realizada pela jornalista Ghida Fakhry, foi ao ar na tarde deste sábado, no programa Bigger than Five.

“Nós queremos efetivamente dizer ao mundo inteiro: não precisamos desmatar a Amazônia para plantar soja ou criar gado, o Brasil tem terras incomensuráveis para plantar sem precisar derrubar.  O que nós precisamos é convencer a sociedade de que a floresta em pé, ela pode ser mais rentável para o desenvolvimento do Brasil do que a floresta tombada”, afirmou Lula.

O ex-presidente disse que a questão ambiental é tão séria que “nenhum país do mundo pode pensar qualquer politica de desenvolvimento que não leve em conta, de uma vez por todas, a necessidade de nós respirarmos um ar puro”. Para Lula, é preciso ter menos agrotóxico nas produções de alimento, ter água potável no planeta inteiro e  se evitar o degelo das camadas polares da Antártica.

Lula também destacou a importância do papel da Organização das Nações Unidas  (ONU). “É preciso mais responsabilidade e a ONU pode cuidar disso. Agora, se a ONU tiver uma representatividade. Eu posso de dizer que vou brigar muito para que a ONU volte a ter um papel representativo e democrático na sociedade”, disse à TRT.

O ex-presidente lembrou a relevância do Brasil na COP 15,  em 2009, quando o país, em seu governo, se comprometeu e reduziu o desmatamento na Amazônia. “O Brasil assumiu o compromisso de diminuir em 80% o desmatamento da Amazônia e nos cumprimos. Agora, os outros países precisam cumprir aquilo que falam. Em se tratando de meio ambiente, tem muita gente boa de discurso e muita gente que não coloca em prática 10% do discurso que faz”, criticou.

Veja a íntegra da entrevista: