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“Quem está no governo estimula a violência”, diz Lula

11/12/2019 16:33

Nesta quarta-feira, Lula concedeu entrevista aos jornalistas Renato Rovai, Dri Delorenzo e Dennis de Oliveira, para o programa Fórum Onze e Meia. Em uma hora de conversa, o ex-presidente falou sobre a nova investida da Lava Jato contra o seu filho Fábio Luis; resistência ao fascismo; violência de Estado e muito mais. 

Confira na matéria da Revista Fórum alguns dos melhores momentos da entrevista:

Em entrevista exclusiva ao Fórum Onze e Meia, o ex-presidente Lula afirmou que a violência no Brasil, como a ação da polícia que assassinou 9 jovens em Paraisópolis, tende a crescer porque o governo Jair Bolsonaro estimula a violência.

“A violência tende a crescer no Brasil porque quem está no governo estimula a violência”, afirmou Lula, ressaltando que o tema é tratado de forma “emocional” pelo governo.

“Falar que bandido bom é bandido morto é parte de uma cultura que está sociedade, porque ela esta condicionada ao medo, ao terror. São temas tratados emocionalmente e o Estado não pode agir emocionalmente”.

O petista afirmou ainda que a violência da polícia não ajuda no combate da criminalidade e criticou diretamente o governador João Doria (PSDB) pela ação da PM na comunidade que fica cravada em meio a uma área rica da zona sul da capital paulista.

“Como um governador desse pode cuidar da segurança pública se a única coisa que ele faz é dizer que tem prêmio para quem matar”.

Segundo Lula, a violência contra jovens negros está na raiz de uma cultura que remete aos tempos da escravidão.

“A coisa mais selvagem que aconteceu foi quando aboliram a escravidão e tratavam o negro como vagabundo. E ainda é [tratado]. A polícia trata isso porque uma parcela da sociedade aceita essa ideia”, afirmou, ressaltando que a “violência contra o jovem negro está na nossa cultura escravista”.

Para Lula, a violência só pode ser combatida “gerando oportunidades para as pessoas terem cultura, lazer e educação”. “Só assim nós vamos diminuir a violencia”.

Ou ouça a entrevista na íntegra em nosso podcast, a Rádio Lula: