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Tereza Campello: ʽNão é difícil pagar a renda básicaʼ

03/04/2020 09:34

Foto: Marcello Casal / Agência Brasil

Nesta quarta-feira (1), o portal Universa, do UOL, publicou uma entrevista com Tereza Campello, a qual descreveram como uma das maiores especialistas do Brasil e do mundo em políticas públicas sociais, sobre os desafios do país para equilibrar ações nas áreas de saúde, desenvolvimento social e economia diante da crise que atravessa.

“Doutora em Saúde Pública pela Fiocruz, participou da criação e da coordenação do programa Bolsa Família, a mais importante política social do país e o maior programa de transferência de renda condicionada do planeta, que atualmente atende mais de 13,9 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade e pobreza. Tereza foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do governo Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2016. Conhece a fundo o Cadastro Único (que inclui cerca de 77 milhões de famílias cuja renda é de até três salários mínimos) e sabe como funciona a máquina pública e as condições para chegar aos 5.570 municípios brasileiros”, diz a matéria.

Tereza foi, ainda, uma das pessoas envolvidas no processo de elaboração da Renda Básica Emergencial, política de proteção social aprovada pelo Congresso Nacional no início da semana. A ex-ministra afirma que, apesar da demora em o Planalto efetivar a entrega do auxílio, não é difícil para um país como o Brasil fazê-lo. E explica: “Nós somos um dos poucos países no mundo que desenvolveram tecnologia de ponta na área social. O Cadastro Único é o cadastro mais bem qualificado do ponto de vista de conhecer a população pobre para poder chegar a essa população. Mostra quem são, onde vivem, enfim, tem informações variadas. [...] E quem não está no Cadastro Único ainda pode se cadastrar. Há gente de altíssima qualificação técnica, tanto no antigo Ministério do Desenvolvimento Social quanto em outros ministérios e na Caixa Econômica Federal, que tem muita experiência com população de baixa renda. Temos muita qualificação técnica em tecnologia social para dar conta disso”.

Questionada sobre a forma como o governo federal tem lidado com a pandemia, Tereza destaca que “não há escolha entre o vírus e a economia”. Continua, comparando a situação do Brasil com outros países afetados: “Em todos os lugares do mundo medidas estão sendo tomadas para salvaguardar as duas frentes, impedir o crescimento da epidemia, garantir que essa curva de crescimento do número de casos graves seja a menor possível e, por outro lado, que as empresas não quebrem e que as pessoas não sejam demitidas. É claro que cada país tem uma situação diferente. [...] Eu tenho trabalhado dia e noite ajudando a construir propostas. Porque, apesar de sermos oposição, já fomos governo e sabemos o que é possível fazer”.

Para ler a entrevista completa, acesse o portal Universa, do UOL.