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Lula e Dilma tiraram o Brasil do Mapa da Fome

04/10/2022 17:44

Reprodução

Hoje, com Jair Bolsonaro, já são 33,1 milhões de brasileiros passando fome, o equivalente a 15,5% da população do país

Em 2014, após mais de uma década dos governos petistas na Presidência do Brasil, o país alcançava um feito inédito: sair do Mapa da Fome. Um dos principais compromissos de campanha assumidos pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o trabalho de acabar com a fome no Brasil foi mantido após a eleição da presidenta Dilma Rousseff.

Tragicamente hoje, sob a administração de Jair Bolsonaro, a fome assola 33,1 milhões de brasileiros, o equivalente a 15,5% da população do país. O Brasil voltou ao século passado. Os dados são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil , realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN). “O país regrediu para um patamar equivalente ao da década de 1990”, destacou a rede ao divulgar o levantamento em junho deste ano.

O papel de Lula no combate à fome é reconhecido em todo o mundo. Ainda durante seu governo, no ano de 2010, Lula foi condecorado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o título de “Campeão Mundial na Luta Contra a Fome”. A então diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), Josette Sheeram, na cerimônia de premiação citou programas do governo Lula, como o Fome Zero, e destacou que a luta contra a fome pode gerar crescimento econômico.

Em outubro de 2011, já depois do fim de seu segundo mandato, Lula recebeu nos Estados Unidos o "World Food Prize", o prêmio mundial da alimentação. O World Food Prize foi criado pelo cientista e prêmio Nobel da Paz de 1970 Norman E. Borlaug, um dos principais responsáveis pela “revolução verde” que aumentou a produção de alimentos no planeta. “Lula foi escolhido por antecipar as Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas ao garantir que 93 por cento das crianças e 82 por cento dos adultos façam três refeições por dia”, explicaram os responsáveis pela premiação.

Vontade política

“A fome não é um fenômeno da natureza, a fome é um fenômeno da falta de vergonha na cara de quem governa este país. Porque nós mostramos que é possível acabar com ela”, costuma frisar Lula.

Questionado sobre como foi possível acabar com a fome no Brasil, Daniel Souza, filho de Betinho e presidente da ONG Ação da Cidadania , respondeu: “Gostaria que a resposta fosse complexa ou sociológica, mas não é: bastou vontade política. Exatamente o que faltou na hora de proteger a população da fome das últimas crises políticas e econômicas.”

Combater a fome foi o primeiro compromisso assumido por Lula assim que se tornou presidente da República, em 1º de janeiro de 2003. E a ex-ministra Tereza Campello deu continuidade a essa luta, durante os governos da presidenta Dilma. Titular da pasta do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2011 e 2016, a economista critica o processo de desmonte da estrutura de proteção social no Brasil.

“É dramática a situação”, afirmou a ex-ministra.  “O atual presidente chegou a dizer que não existe fome no Brasil, justamente em um momento de desemprego elevado e de aumento da pobreza”, criticou.

“Esse governo questiona todos os dados e evidências científicas, tudo que é sólido desmancha no ar. Não tem desmatamento, não tem fome… E usa as redes sociais e o WhatsApp para se contrapor a evidências científicas”, afirmou no início do governo Bolsonaro, pratica que se estendeu durante os quase quatro anos do mandato do atual presidente e se intensifica agora durante a campanha eleitoral.

Campello lembra que antes dos governos petistas, o Brasil tinha alimento, mas o povo não tinha renda para acessá-lo. “Como você gera renda e cria essa possibilidade de acesso? Criação de 21 milhões de empregos, construção de uma política de salário mínimo, Bolsa Família, inclusão produtiva, fortalecimento da agricultura familiar, merenda escolar, participação da sociedade civil no Consea [Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional]”,  elenca. “Tudo isso foi por terra. O combate à fome saiu do nome do Ministério, saiu da agenda, o Consea foi destruído, as políticas de segurança alimentar e nutricional foram eliminadas da agenda e a população pobre saiu do orçamento.”