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Há 62 anos, golpe militar instituiu 21 anos de ditadura no Brasil

Durante esse período as eleições diretas foram suspensas e a liberdade de expressão e oposição política reprimidas


Há 62 anos, golpe militar instituiu 21 anos de ditadura no Brasil

Foto: Iconografia 

Na noite de 31 de março, o general Olímpio Mourão Filho, comandante da 4ª Divisão de Infantaria, sediada em Juiz de Fora (MG), manda sua tropa marchar em direção ao Rio, precipitando o golpe que vinha sendo articulado por generais, empresários e governadores de oposição ao governo Jango. No dia seguinte, as tropas que partiram do Rio para garantir a ordem confraternizaram-se com os rebeldes. O general golpista Arthur da Costa e Silva declarou-se titular do Ministério da Guerra (antigo nome do extinto Ministério do Exército), sem encontrar resistência por parte da oficialidade leal ao governo.


A sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde se tentava articular a resistência ao golpe, foi incendiada com a conivência da polícia do governador da Guanabara, Carlos Lacerda, da UDN. Tropas reprimiram  manifestações em defesa do governo no Rio, em Porto Alegre e em outras capitais.


No dia 2 de abril, sem apoio militar, Goulart saiu de Brasília e foi para o Rio Grande do Sul. A oposição consumou o golpe no Congresso, declarando vaga a Presidência da República, embora Goulart não tivesse renunciado ao cargo nem deixado o país. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o lugar de Jango, subordinando-se a uma junta militar. A repressão foi generalizada e logo começaram as prisões em massa. Passados dois dias, Jango exilou-se no Uruguai.



Outra tentativa de golpe 

É importante lembrar do golpe sofrido pelo país em 1964, para que nunca mais volte a acontecer. No dia 08 de janeiro de 2023, o Brasil sofreu outra tentativa de golpe. Dessa vez, a democracia saiu vitoriosa e a ordem democrática foi restituída. 


Tanto em 1964 quanto após a eleição de 2022, oficiais militares do Exército se insurgiram contra a soberania popular vinda do voto. Em ambos os casos, revelou-se o entendimento comum de militares de que eles devem definir o destino do país à revelia das escolhas populares e tutelando a sociedade civil.


Entre as principais diferenças entre os episódios históricos, estão a falta de coesão dos setores empresariais para o golpe após a eleição de 2022 e a falta de apoio internacional, especialmente do governo dos Estados Unidos.


Memorial da Democracia

Para saber mais sobre esse e outros episódios de nossa história, acesse o Memorial da Democracia: um museu virtual criado pelo Instituto Lula que visa resgatar a memória das lutas do povo brasileiro pela democracia, igualdade e justiça social. Ao longo da história, os cidadãos aprenderam que a democracia não é um presente dos poderosos, mas sim uma conquista que exige luta e vigilância constante. Este espaço propõe uma reflexão sobre a importância de defender e aprofundar a democracia como um bem coletivo, essencial para garantir que a voz de todos seja ouvida.

 

Elaborado a partir da contribuição de uma rede de jornalistas, historiadores, educadores, artistas e pesquisadores, o Memorial é um espaço dedicado às lutas na construção de um país mais justo, livre e soberano. Seu objetivo é colocar à disposição de todos os brasileiros conteúdos que englobam o período da República Nova até o século 21. O portal oferece documentos, textos, vídeos, fotos e depoimentos sobre o período da ditadura (1964-1985), a redemocratização até 2002 e de 2003 a 2010, período em que o país reduziu as desigualdades e ofereceu mais oportunidades para a população. 


Visite o Memorial da Democracia: memorialdademocracia.com.br 


Com informações do Memorial da Democracia e Agência Brasil 


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