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Plataformas na AL têm piores condições que na África

11/03/2022 23:41

Trabalho decente em plataformas no Brasil tem recebido avaliação inferior às notas de países africanos e do sudeste asiático. A informação foi adiantada pelo professor Rafael Grohmann, coordenador no Brasil do projeto Fairwork, vinculado à University of Oxford. Rafael foi um dos professores da aula "Plataforma e algoritmos, inteligência artificial, trabalho e renda", ao lado da professora Raquel de Azevedo, do Núcleo de Estudos em Economia, Tecnologia e Sociedade, da Universidade Federal do Ceará.

O projeto Fairwork avalia as principais plataformas do mundo de acordo com seus princípios de trabalho decente. Essa avaliação envolve remuneração, condições de trabalho, gestão e representação. "Na América Latina, a gente já lançou relatórios em dois países, Chile e Equador. A maior pontuação atingida foram notas três, numa escala de zero a dez. Aí você vai me dizer: mas esses princípios do projeto são eurocêntricos. Pois bem, se a gente olha os relatórios de países como Gana, Quênia, África do Sul, Indonésia e Índia, você tem pelo menos duas plataformas ali que estão com nota acima de sete, chegando a oito ou nove", revela. "Em geral são plataformas locais, que não vão seguir o simulacro do Vale do Silício farialimer que a gente tem por aqui." 

O relatório do Brasil avaliou cinco das maiores plataformas, mas os resultados só serão revelados na quinta-feira, dia 17 de março, no site fair.work.

As aulas do curso "Economia & Sociedade Digital" são exclusivas para inscritos, mas as lives são abertas ao público. A live de encerramento do curso, intitulada "Alternativas políticas em tempos de economia e sociedade digitais", acontece na próxima terça-feira (22), às 17h, com transmissão ao vivo no YouTube do Instituto Lula. O evento contará com a presença do professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Rodrigo Santaella.

Assista abaixo às lives completas já publicadas: