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Bem-vindo ao Boletim Iniciativa África!

Vamos juntos acompanhar o que acontece no continente africano, com notícias sobre política, economia, meio ambiente, acordos e conhecer o que o Brasil tem feito de parcerias com a África


Bem-vindo ao Boletim Iniciativa África!

O Boletim Iniciativa África é mais um passo do Instituto Lula pela reconstrução e aprofundamento dos laços do Brasil com o continente africano. Com uma periodicidade mensal, o Boletim pretende acompanhar as nossas atividades, publicar artigos de colaboradores e informar sobre os mais importantes acontecimentos no continente.


Como melhorar relações de cooperação Brasil/África?

Convidado pelo projeto Iniciativa África, do Instituto Lula, professor Acácio Almeida


Entre 2003 e 2013 foram abertas 19 novas embaixadas brasileiras no continente africano. De 2009 a 2013 o intercâmbio comercial do Brasil com a África cresceu 66,4%. A presença da Embrapa, da Fiocruz, do BNDES, a relação de maior proximidade com os países africanos possibilitou que o Brasil assumisse a direção geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e também da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Um cenário bastante importante.


O professor recordou, ainda, a primeira reunião realizada pelo então Instituto Cidadania, sobre África. “Era o embrião da sociedade civil que ali se articulava para a construção de uma agenda voltada em partes para cooperação e desenvolvimento do continente africano, em partes para outros interesses, como por exemplo era o caso de alguns dos empresários que estavam ali. Isso revelava a carência de informações do que era o continente africano.”


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As Áfricas que existem no Brasil

Convidado pelo projeto Iniciativa África, do Instituto Lula, professor Mário Theodoro


“Estamos falando de uma sociedade com uma diversidade muito grande. O que é uma riqueza: o que podemos fazer com tanta diversidade, num país tão diverso, tão heterogêneo do ponto de vista de população? Isso traz embutido um potencial muito grande de inovação, de convivência com o diferente.”   O problema, observa o professor Mário Theodoro, é que a nossa história fez com que essa diversidade se transformasse em desigualdade. “Somos hoje, entre as nações de grande PIB, os mais desiguais. Ganhamos até da Índia. Estamos no rol das sociedades mais desiguais do mundo.” E lamenta. “Uma sociedade que ao contrário de outras se acostumou com a desigualdade. E mais que se acostumar, se viciou na desigualdade. No Brasil, a desigualdade é alguma coisa que nos é muito íntima, no sentido de que é perene, está presente em toda nossa história.”


E essa desigualdade tem um motivo que a naturaliza e e seculariza: o racismo. “O resultado do Brasil de hoje é esse preconceito. Quantos ministros, juízes negros temos, quantos generais, quantos bispos? As portas se fecham quanto mais nobres são os espaços sociais. E essa discriminação é colocada de forma muito explícita para a população negra. E se desdobra para outros grupos como LGBTs, os sem-teto, os sem-terra, quilombolas, indígenas, entre outros.” 


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O novo ciclo da África atual

Convidado pelo projeto Iniciativa África, do Instituto Lula, professor Beluce Bellucci


“Os piores índices de desenvolvimento humano estão na África”, lembrou o professor Beluci Bellucci, apresentando mapas sobre as divisões territoriais e políticas do continente africano. E destacou a região do Sahel, terreno em desertificação, logo abaixo do Saara. Lá está grande parte da matéria prima – notadamente minérios e petróleo – explorada por países como China, Estados Unidos, Rússia. Conflitos, golpes de Estado, se concentram nas regiões onde há essas matérias primas importantes: Sahel, Congo, Etiópia, Senegal.


“Do ponto de vista objetivo estamos entrando num novo ciclo africano”, conclui o professor. “As forças produtivas vão se organizar de uma nova maneira, assim como as classes sociais. Mas do ponto de vista subjetivo, nada está claro”, afirma. “No passado haviam doutrinas que orientavam essas lutas. Agora ainda não há. Os golpes de Estado podem ser revertidos. O caminho está dado.”


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Justiça climática pode salvar o planeta

Convidado pelo projeto Iniciativa África, do Instituto Lula, professor Carlos Lopes


A agenda e a pauta internacional estão dominadas pela questão do clima. E o Brasil está no protagonismo desse tema na esfera internacional como presidente do G20, após acolher a COP 30 e ao presidir o Brics. Para o professor Carlos Lopes, da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul e da Sciences Po (Paris), essa é uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre o Brasil e o continente africano.


“Temos uma coincidência quase total de objetivos entre África e Brasil. Isso leva a que essas presidências várias do Brasil nos diferentes fóruns internacionais seja uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre o Brasil e o continente africano”, avalia o professor. “Acho que há apetite necessário para que isso aconteça. Por isso, trazer a perspectiva africana no debate climático pode ajudar nessa construção.”


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Acontece na África


Crédito: LUSA


A Organização das Nações Unidas (ONU) informou no dia 22 de maio, que pelo menos 473 pessoas morreram e 410.350 foram obrigadas a abandonar suas casas e 1,6 milhões foram afetadas pelas chuvas e inundações na África Oriental.


Quénia, Tanzânia, Somália, Etiópia, Uganda, Burundi, Moçambique, foram os países mais afetados pelas chuvas que aconteceram de março a maio, mas que foram agravadas pelo fenômeno El Niño.


As fortes chuvas causam inundações, deslizamentos de terras, deixando 291 mortos,188 feridos e 75 desaparecidos no Quênia, dados do governo. Na Etiópia 57 mil pessoas fugiram de suas casas, conseguiram retornar, mas com muitas áreas afetadas, principalmente terras agrícolas.


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